Cornetada Vitoriana nº 133: Ninguém aguenta mais uma crise…

O apocalipse Rubro-Negro que se avizinha, sem pessimismo.

Olha, eu não me lembro, em nenhum momento das minhas quase 4.0 cilindradas, de ter visto tanta coisa boa e tanta coisa ruim, ao mesmo tempo, relativas ao Flamengão Passa Rodo Geral. O time está invicto a 17 jogos, sendo 16 neste ano, 4 meses ocupando o alto da cadeia alimentar do ludopécio mundial. É o campeão da Taça Guanabara e tem vaga assegurada na final do Carioqueta 2011. Tem um elenco bom, craques como Thiago Neves e Léo Moura, um técnico de ponta, e uma estrela contratada com requintes hollywoodianos, caso do Ronaldinho Carioca. Populares afirmam que o ambiente na Gávea é bom, que reinam a seriedade e o companheirismo, os salários estão em dia, as contas também, e problemas de indisciplina estão equacionados. A base está produzindo, e tem tempo que não temos uma geração tão boa quanto a formada por Guilherme Negueba, Galhardo, Adrian e Diego Drogbinha Maurício, joga-muito-jóia-rara. Até de base aérea americana estamos servindo…

No entanto, nem tudo são flores. O time não vem jogando lhufas, salvos um lampejo ou dois, ao menos de grupo. São raros, mas existem momentos em que o time parece time, como quando o meio toca pra cá e pra lá, na frente da área adversária. Mas é muito pouco. Com os jogadores que temos, e com o comandante Luxa à frente, não é por nada não, era pra estarmos anos-luz à frente da naufragália multicolorida, mal vestida e sofredora. Mas não. Não temos sequer um time pronto. Não sabemos qual é o nosso ataque, nossa lateral esquerda faz com que joguemos com 10 todo jogo, o meio pouco produz e a defesa mostrou a sua cara no jogo contra o inofensivo Madureira. Os resultados desse time, tirante os 3 últimos, nos quais empatamos contra times pequenos e inexpressivos (Florminense, Cabofriense e Madureirense), são flamengos bagarai. Mas o time em si e, consequentemente, o jogo que esses caras estão fazendo, estão longe das tradições e da superioridade Rubro-Negra Matadora Aniquiladora da Pestilência Reinante. Mas, ainda assim, somos melhores que os outros 15 molambos do estado da Guanabara.

Que temos a melhor torcida do mundo, nem mesmo os pobres coitados que compõem, somados, os outros 82% da população brasileira, ou 50% da carioca duvidam. E, ao mesmo tempo em que acho que a Nação Rubro-Negra manda bem, mesmo na cortenada, tenho medo de que esteja também atrapalhando. Vaiar um ou outro, vai lá. Mas o time inteiro?

E ainda tem o caso do Impera. E a teimosia da Diretoria e do técnico. Não gosto muito de exercícios de criatividade na elaboração de cenários futuros. Mas se o presságio do fim do mundo que seria a não conquista do Carioca acontece, concomitantemente com uma boa estreia do Adriano no invejoso, pestilento e vascainamente mal-caráter Chorinthians, a casa vai cair pro nosso lado. O Luxemburgo não agüenta a pressão, ou os gênios dirigentes vão ouvir a torcida e o resultado será o mesmo: troca de técnico no meio da temporada. E isso em um mercado ralo de bons nomes para técnico. Ou seja, particularmente, vou ter que me render a algo que não me seduz muito: torcer contra um cara de quem gosto e de quem sou fã. E torcer mais que o normal para que o Flamengo se sagre campeão carioca, o que, na minha idade, é um tanto perigoso. Como não ligo muito para a prática do bom futebol, mas sim para a do bom Flamengo, dane-se Corinthians, dane-se Adriano. Que dê Flamengo do lado leste da Dutra e que o Adriano seja feliz, mas não o time em que joga. Porque se acontecer o contrário, a crise que sempre se avizinha vai entrar bicando portão gaveano adentro, ainda no primeiro semestre.

Estou sinceramente temeroso de que nosso treinador tenha perdido a mão até naquilo que, dizem, ele faz de melhor: contratações. Pô, o Impera queria o Fla? Então, faz um contrato pródigo em cláusulas de comportamento, paga menos do que ele estaria pedindo – isso é mercado, lei da oferta e da demanda – e deixa o pau comer. Como a maioria dos casamentos atuais, se não der certo, divórcio. E pronto. Outro ponto: com caras como os já citados, mais um bom goleiro, Maldonado, Canelada e o destroyer Willians Ninja, não dá pra não se ter um time. E não temos um time, definitivamente. Ou seja, tá faltando dedo de treinador no Flamengo invicto e superior a todos os outros.

Vamos aguardar o que rola, mas acho que o futuro que se aproxima é, no mínimo, obscuro.

Flamengo até morrer!

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