Cornetada Vitoriana nº 171: Impaciente mode on

A paciência com o cara chegou ao limite.

Sábado, dia de sol, com friozinho bom na capital de todos os brasileiros, perfeito para ficar ansioso, na espera pela estreia do Mengão lá na Conchichina. Almocinho bacana, Eisenbahn no ponto, trato na moto, papo agradável, mas a cabeça ia sozinha lá pra Ilha do Retiro, em Recife, palco insuficiente para um jogo do Flamengo, mas mais que perfeito pro genérico xexelento que nos receberia. A bem da verdade, o que penso sobre as ambições do Flamengo neste campeonato não justificam a ansiedade provocada pela seca de 28 dias sem me descabelar por um jogo do Mais Querido. Mas sou torcedor e, mesmo não acreditando na piada sem graça que nossos dirigentes estão fazendo ao manchar a história do maior clube do Brasil com uma administração tosca, tudo o que posso fazer é torcer.

E eis que chega a hora do embate. Pela primeira vez na minha vida, acho, confiando no Flamengo como confio nos três patetas cariocas. Ou seja, nem um pouquinho. Por motivos diversos, um deles já citado acima. O outro: as poucas condições de trabalho para o nosso treinador treinar o time. Não que caia de amores pelo papai, mas o cara não tem o mesmo nível de exigência do profexor, e isso dificulta muito as coisas. E mais um: a total falta de comprometimento de algumas peças do elenco, a começar pela estrela da companhia, o infeliz Ronaldinho, e pela falta de talento de outros tantos. Falando no cara, não dá mais, cansou, já deu. O cara atrapalha o time, não rende, não se envolve, se esconde do jogo e não produz muito, além de ser responsável sozinho por cerca de 20% da folha de pagamento. Tá na hora de acabar com a graça desse sujeito.

Bem, confesso que, mesmo desesperançoso, a camisa que joga sozinha poderia brilhar mais uma vez, até porque o adversário genérico resignado não assusta ninguém. Não foi o caso. Quando o melhor em campo é o nosso goleiro, nada pode ser considerado bom. Fazer um pontinho contra esses buxas, que devem voltar pro pântano lamacento das divisões putrefatas do futebol nacional ainda este ano, significa que dois foram perdidos. Menos mal que foi fora de casa. Mas o horizonte traçado para o Flamengo nesse Brasileirão, a depender do que vimos no jogo de estreia, me parece mais torto que tira-teima de vascaíno. Vai ser dose!

Flamengo até morrer!

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