cornetada vitoriana 254: Incompatibilidade

Quarta passada o Flamengo começou sua árdua tarefa em busca de um 2018 mais gratificante que o, a meu ver, razoável 2017. Nada, nada, foram duas finais importantes. Mas, claro, minimizadas pela rafameia mal vestida e pela imprensa especializada golpista. Não importa. Voltando à vaca fria, foi o primeiro jogo da Copa Libertadores de América pra gente. Afirmam populares que o Mengão Doutrinador Pica das Galáxias não tem lá muita afinidade, compatibilidade com a supervalorizada competição terceiro-mundista. Mas é o que temos pra disputar e, dada sua natureza predadora multicampeã, o Mengão Pegador Geral tem a obrigação de, ao menos, entrar pra disputar.

Essa teoria, baideuêi, é tão imbecil quanto clubística e incoerente. Como pode uma instituição ser assim ou assada? Oras, as demais agremiações não são necessariamente especialistas em êxitos da Libertadores, exceção feita a dois ou três esporadicamente. Ou a sucessos pretéritos e longínquos. O resto é tão ou mais normal que o Mengão Catequético. Ah, mas o Grêmio… Esporádico. Ah, mas o São Paulo… Longínquo… Ah, mas o Santos… Pretérito e esporádico. Então, essa conversinha mole de que o Mengão Fodástico Trucidador não é compatível com Libertadores por conta de 2 ou 3 fracassos (fracassos mesmo, retumbantes!) não cola. O resto foi resultado normal, como, de regra, são as eliminações dos demais arcoíris. O contrário disso não é ganhar todas. Se fosse, não teríamos nenhum time nesse patamar.

Sim, grupos complicados, como o desse ano, do ano passado e de 2014, ou times muito ruins, como 2010 e 2012, ou ambos, devem ser considerados. Outro dado notável: os times desses anos só têm o Manto em comum, mais nada. Portanto, esse papinho bravo de que falta espírito é uma balela de marca maior. Sem muito a falar, portanto. Mas, claro, quando se trata do Mengão Dominador da Porra Toda, a responsabilidade é toda dele, mesmo quando não deveria.

Falando especificamente do Flamengo X River Plate de quarta, sem maiores pretensões explicativas, diria que o planejamento foi falho e a comissão técnica levou a campo um time sem preparo, sem entrosamento e sem graça. Dois ou três jogos com aquela base não nos credenciaram a entrar em capo naquele dia. Sou de opinião que jogador tem que jogar, e que esse negócio de poupar atleta é um conversa pra boi dormir sem tamanho.

Ali, sim, concordo que faltou mais espírito competitivo também. Além, claro, de torcida. O Mengão Queridão sem a Magnética é Paul sem John, Tom sem Vinícius, queijo sem goiabada. Uns gritos de “queremos raça” faltaram pra colocar um pouco de brio na cara da molambada. Mas, apropriadamente, o local escolhido para jogar sem torcida tinha que ser o Vazião. E nem podemos lamentar quanto a isso, já que a punição pela atuação de meia dúzia de bandidos na final da Sula ano passado foi até pequena.

Hoje tem Botafogo pelo campeonato rural do RJ. É o que há para o momento.

Flamengo 2X2 River Plate, Copa Libertadores 2018, Fase 1, Rodada 1.

Flamengo até morrer!

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