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Cornetada Vitoriana 201: De volta!

20150107181351-estamos-de-voltaSem muito alarde, vamos retomar aos poucos os trabalhos do blog e da Cornetada Vitoriana, após quais 3 anos de ostracismo. E nada melhor que uma baranga de fé como o Chorafogo pra inspirar este escrevedor. Olha, tudo bem que se trata desses buxas, mas não é que os caras não são tão ruins como a tradição exige? Parabéns, mandaram muito bem na arte de estacionar ônibus à frente da zaga. E este ônibus está no plural. Devia ser uns 5! Que retraca do inferno, rapaiz! Fogão jogou como Foguinho, numa defensiva de dar dó.

Mas isso aqui não é espaço para falar de times menores. Vamos ao que interessa, essas 8 letras que nos dão tanto gosto, a força do universo que move 40 milhões de pessoas mundo afora e causa medinho na rafameia mal-vestida e ingrata: FLAMENGO! Lamentável o primeiro tempo, hein? Será que não dá, é proibido a mulambada jogar 90 minutos de jogo em bom nível? Reeditando um comentário aqui feito no século passado, apesar do humilde bloguinho ter iniciado seus trabalhos neste, se futebol fosse jogado na metade do tempo, seríamos uma espécie de PSG Realcelonatus de Munich Júniors. Como consegue compactar atuações ótimas, como a que passou a acontecer com a entrada do homão da porra toda Diego Ribas, com a do primeiro tempo, pífio, sem comentários e pífio de novo? Ah, qual é?

Bom, duas letras sobre o professor: não sei o que dizer sobre o bicho ainda. Me parece sério, bom no que faz, mas… Como disse, não sei. Pessoalmente, no entanto, gosto, o que já é bom. A ver…

E o menino dos 45 milhões de picanhas, Vinícius Jr.? Nus! Realmente, o carinha é diferente, mesmo. Mas o melhor de tudo é ver um sujeito, na glória dos seus sweet sixteen, jogar no meio da presepada arcoirista dando show! E quase marcando gol de gente grande! Nota 9,9 pro mulambinho porque estragou a tinta da trave com aquela manobra!

Bão, vou terminar minha latinha incrível de cerveja holandesa aqui finalizando com um pitaco sobre os menos queridos. Arão, se liga, velho! Vai sair do time assim. Devia sair ao menos. O Vaz, tomara, já dançou, o que nos fez passar menos raiva no certame de hoje. Massaraújo, mito, realmente, é dureza também. Gosto do cara, mas não pode ser titular incontestável, nem errar passes de 2 palmos. Junte-se um pouco de Damião, e vamos empatar com time pequeno pra sempre!

Flamengo 0X0 Botafogo, Brasileirão 2017, Round 4.

Flamengo até morrer!

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13 de dezembro de 1981: o dia em que o mundo passou a ser Flamengo!

O melhor time de futebol de todos os tempos!

Parabéns, Nação!

Flamengo até morrer!

Divulgação: Unidos Pelo Flamengo

Gente muito fina tem postado esse texto, essa foto e esse vídeo. Manda, Rubro-Negro! Chupa, arco-íris! Só pra lembrar, minhas passagens pra Flamengo X Inter e Flamengo X Vasco estão compradas desdes junho!

Flamengo até morrer!

Se as coisas fossem fáceis para o Flamengo, não teríamos São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, como padroeiro.

Eu nunca vi um time entregar o jogo pra gente.
Nunca vi também um time dar mole pra gente. Saca aquela ajudinha que o Flu recebeu de São Paulo e Palmeiras no ano passado? Pois é, nunca vi isso conosco.
E não venham dizer que esse ano foi moleza e o Fla bobeou, porque não é verdade. O campeonato está disputado – ainda que seja nivelado por baixo – mas a realidade é que ninguém fez corpo mole pro Flamengo ganhar. Ninguém!

E enquanto você está aí lamentando as oportunidades perdidas pelo time (eu sei, elas incomodam), pode estar deixando de fazer a sua parte nesta história.

Você pode ser o tipo de torcedor que quiser: que xinga, que reclama; que acha que tudo vai melhorar; que acha que está tudo ótimo porque estamos em quinto. O que você não pode é querer ser campeão sem ir ao estádio.

Se você realmente faz parte dessa Nação, se sorri sempre que lembra da arrancada de 2007, do hexa de 2009 ou das inesqueciveis conquistas do nosso Flamengo, não pode deixar de acreditar que o Flamengo é Flamengo até o FIM.

O Flamengo sem a sua torcida é um time comum. Já o Flamengo com a sua torcida é imbátivel! Inigualável!

Vamos ao ENGENHÃO!

Sem assunto: Quem dá mais?

Dei uma abandonada no site esses dias, por falta de saco, de assunto, de jogos. Mas tinha que voltar, e nada melhor que um assunto como o do Ronaldinho Gaúcho pra fazê-lo com um pouco de polêmica.

Palhaçada mode on. É simples assim a definição dessa chatice que esse mega-patético irmão de celebridade anda fazendo com a paixão de milhões de torcedores do Flamengo Pega Geral e das outras 2 ou 3 agremiações menores. Sim, porque os meios de comunicação, pra vender jornal, criar factóides e fazer jornalista ficar famoso, ou mesmo só pra fazer quizumba, inventaram agora que a gambazada mal-vestida de Sumpaulo também entrou no leilão. Isso na mesma página onde se lê que a Gazzetta dello Sport, jornaleco italiano, dá como certo o acerto (?) do Ronaldinho Gaúcho com o Grêmio. Isso por um salário 3 vezes menor que o oferecido pelo Fla e 4 vezes menor que o proposto pela porcalhada verde. É pra rir. Já o Lance! anuncia aos quatro mil ventos que o Mengão anuncia o cara hoje ainda. Acreditar em quem, cara pálida?

O fato é que é muito auê por pouco índio. Não temos vocação para palhaçadinha nos moldes da protagonizada pelo Coríntia no ano passado e o mega-papelão do outro Ronaldo. Vamos vender mais camisas (ainda!), encher os estádios (mais ainda!) e promover umas açõezinhas de marquetingue às custas do famoso ex-jogador, mas isso pode não se traduzir em títulos, que é o que interessa à Maior do Mundo. Sim, porque, entre pagar mico geral, como os gambás com o Ronaldo Gordo e o 100-ter-nada, e dar um teco aqui e outro ali nas competições que vamos disputar, mesmo sem uma constelação, eu e a torcida do Flamengo preferimos o segundo. Flamengo é feito pra ganhar e não pra afamar ainda mais neguinho que só vem por dinheiro, conturba o ambiente e não joga muito (que é o que se espera) há muito tempo.

Flamengo até morrer!

Extra: O Mengão pode ser Hexa. E eu No Maior do Mundo, com a Maior do Mundo!

Na quarta-feira da semana passada, já com as passagens compradas de Brasília para SP para o show do AC/DC e do Mengão em Campinas, tentei, durante todo o dia, descolar um ingresso pela internet, no canal oficial de vendas da empresa que os comercializa, o tal Ingresso Fácil. Claro que não foi fácil. Aliás, não foi nada, já que o site estava intransitável. Além disto, há uma promoção do Itaucard, na qual o cliente paga meia na compra de ingressos para jogos de futebol, desde que pague com este cartão. O detalhe sórdido é que o único meio de pagamento possível era débito em conta do Itaú, banco do qual não sou correntista e nem me lembrava no momento de quem fosse. Tentei reclamar ou comprar pelo telefone, sem sucesso também. Tentei ligar dezenas de vezes e somente uma delas foi atendida. Sem solução. Pra concluir a primeira parte deste dia maldito: não consegui comprar ingressos, apesar das tentativas de um dia inteiro!

Claro, não podia deixar passar uma parada dessas em branco. Como é que os caras lançam uma promoção na qual você tem um benefício se se utilizar do produto deles como forma de pagamento se essa forma de pagamento não é disponibilizada pelo parceiro indicado? Como uma empresa como o Itaú associa seu nome ao de um serviço que simplesmente não funciona? Bom, no Brasil do panetone Arruda, dos descasos dos quais os consumidores vivem sendo vítimas e de empresas que só pensam no próprio nariz, isso não é de se estranhar. Mesmo assim, deixei uma reclamação formal relatando minhas agruras para NÃO conseguir um ingresso que estava disposto a pagar o preço cobrado inclusive no canal disponibilizado pelo site do Itaucard. Ah, não mencionei, mas sou cliente desta empresa há anos, apesar de não ser correntista. E esqueci o assunto.

Bom, a partir deste fato, as coisas começaram a querer mudar. Como é de conhecimento de todos, os ingressos para o jogo de amanhã pela última rodada do campeonato se esgotaram no dia em que foram colocados à venda. Estando longe do Rio, minha única chance era ter alguém que se dispusesse a enfrentar a fila mostro de cambistas nos pontos de venda do Rio para descolar uma entrada para o jogo. Única na minha opinião, porque ainda tinha o Ingresso Fácil, opção que nem sequer cogitei, em função do relatado acima. Bom, fiquei sem ter como entrar no Maraca e fazer parte daquilo que pode ser histórico para a Nação Rubro-Negra. Ainda assim, de passagens novamente compradas, tentei algumas alternativas de ir ao jogo. Ao Rio iria de qualquer forma. No entanto, as opções que restaram foram os cambistas e o preços absurdos impetrados pela mistura da lei da procura e oferta e da desorganização na venda dos bilhetes.

Foi quando uma moça de uma empresa ligada à promoção do Itaucard me ligou, tentando entender o ocorrido e o porquê da minha reclamação tão contundente. Não quero citar seu nome e nem o de sua empresa por razões óbvias: vai que vira moda… Ela vai ser tratada aqui na qualidade de anjo da guarda. Pois é, ela me ouviu, trocamos altas ideias acerca da situação, falei do absurdo de tudo isso, e não vou me alongar mais no relato do nosso telefonema de uns 45 minutos. E sem usar um único gerundismo, mesmo com um sotaquezinho paulista bonitinho bagarai! Por fim, sem prometer nada, mas de uma atitude profissional incrível, ela disse que ia tentar conseguir com uns contatos os 3 ingressos de que precisava (claro, não vou sozinho), mesmo sabendo que os ingressos haviam todos sido vendidos em horas. Se preocupou com todos os detalhes, com a chegada em minhas mãos e até com o fato de que, em um primeiro momento, não teria conseguido, infelizmente, as entradas. Não satisfeita, o anjo da guarda continuou tentando no dia seguinte, o que prova que ela não falou o que falou para me deixar tranquilo ou para jogar para a galera – no caso, eu. Não era nem mesmo um pedido de desculpas, como uma compensação por tudo o que passei naquela quarta-feira, dia 25/11/2009. No meu modo de ver as coisas, era mais uma preocupação com a pessoa de um cliente, com sua satisfação, com seu bem-estar.

Bom, na sexta-feira, quando vi o carro dos Correios dobrar a esquina da rua do meu prédio, tive uma certeza da qual duvidava até então: anjos existem!

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 57: Que roubada!

Fla X GoiasSaí de Brasília e enfrentei os quase 200 km que separam a Capital da cidade de Goiânia, que abrigaria o palco de mais uma apresentação do Mengão nesse Brasileirão esquisito. Estrada cheia, parada estratégica pra me abastecer do melhor da comida de beira de estrada: pastel e coxinha de galinha. A lanchonete já mostrava o que viria multiplicado por 1 mil a seguir. Dezenas de rubro-negros com a mesma idéia na cabeça e a mesma vontade de ver o seu time do coração em campo, no lugar mais próximo de sua casa que este campeonato permite. O jogo contra o Goiás em Goiânia é um acontecimento na vida dos candangos flamengos. Na estrada, dezenas de carros com bandeiras tremulando, adesivos do escudo mais lindo do mundo e ocupantes muito bem paramentados. Nos arredores do Serra Dourada já se podia ter uma idéia da divisão latifundiária das arquibandas. Meio a meio, talvez. Um cerveja (estava dirigindo), um churrasquinho, tão maroto quanto suspeito e o êxtase de estar a minutos de uma das maiores emoções da vida de quem gosta de futebol e ama o Flamengo. A organização do jogo, não sei se a mando (provavelmente) da diretoria do pequeno esmeraldino sem tradição e sem título, ou por obra deles mesmos, já que alguns membros do staff estavam vestidos com aquela coisa verde horrorosa destoou. Se tratar a torcida adversária daquele jeito, impedindo-a de entrar no estádio (no estádio, nas arquibancadas a história seria outra, bem pior) é sinal de organização e estrutura, prefiro mil vezes a bagunça da Gávea. Até cavalo da polícia montada tive que empurrar para que as crianças ao redor, em especial o Bruninho, sobrinho do goiano e rubro-negro (chupa, seu babaca Hélio dos Anjos) Rodrigo, amigo de longa data, não fossem pisoteadas. Dentro, impossível o acesso ao anel reservado para a Magnética. Não fosse o bom senso, ainda que tardio, dos policiais que faziam o isolamento entre os bem vestidos e os mal em diminuir a faixa que os separava e eu não teria visto o jogo. Dentro, e confortavelmente instalado, a força e o tamanho da maior torcida do mundo, ainda que meio tímida e desanimada, era algo de emocionar. Durante o jogo, seria melhor ainda. Esse era o cenário. Triste seria o seu fim.

Bom, ao jogo. Não sei se merecíamos ganhar. Acho que sim, o Flamengo e sua torcida merecem ganhar sempre. Temí pelo pior ao ver um gol precoce, um domínio goianista ao qual não estamos acostumados (e nem eles) e outro gol, com clara e manifesta participação do árbitro. O próprio juiz assumiu o erro. Apesar da apatia, dava, sim, pra sentir que poderíamos reagir, ainda no primeiro tempo. Como, também, podia-se esperar por coisa pior. Faltas e saídas de bola invertidas, geral apático dentro do campo, mulambada sem mérito pra vestir o Manto e torcida quase impaciente e aborrecida. Se o adversário teve méritos próprios, não sei dizer. Mas é certo que um time não impõe a falta de vontade do outro. Ah, ia esquecendo, o Dênis Marques me parece ser o próximo candidato a desgracença do elenco. Quero estar errado. E foi assim, com ele, que o Fla foi para o vestiário. Para voltar sem.

No retorno, outra atitude. Um pênalti marcado e outro não no Imperador, média 5, passou (?) o juiz. Um verdadeiro massacre, mas muito maior que o supostamente oferecido pelo Goiás no primeiro tempo e o segundo gol era questão de tempo. Andrade mandou muito no intervalo, tanto nas entradas do gringo e do bom Bruno Paulo, quanto na resenha balançadora e botadora de vergonha na cara dos cabras. E eis que veio o empate, em jogada sensacional do Petkovic. O cara não desaprendeu mesmo, e provou que jogar em Florminense, Goiás e Atrético-MG é que faz um pobre desaprender. Golaço e delírio da Nação. Como se não bastasse, a virada foi, infelizmente, virtual. Mais uma vez a anta de bandeira na mão impediu nosso sucesso. Aos 40 minutos, o Bruno Paulo ia entrar com bola e tudo. Mas não deixaram. Bom, chega de falar de arbitragem e o resto todo mundo já sabe.

Ainda assim, valeu. Mostramos pro cretino do treinador esmeraldino que torcida de futebol é paixão, é coração, é amor. Vai muito além de limitadores geográficos, região, origem ou da opinião imbecil de um famoso quem. Mostramos de novo o que é torcida e sua força. É pena que eles estavam em maior número e os 3 a mais que estavam dentro do campo, estranhamente vestidos de preto, fizeram toda a diferença.

Faltam 18 vitórias.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 51: É melhor arrumar o que fazer quando o Flamengo jogar contra o Palmeiras

Flamengo X PalmeirasUm time que perde 4 em 11 jogos não merece chegar a lugar algum em nenhum campeonato. O Flamengo jogou 37 partidas este ano e tem um aproveitamento de 61%. Isto é absolutamente ridículo. Como de resto foi a apresentação diante do Palmeiras e meia dúzia de gatos pingados no Maraca. Eu disse no Maraca, maluco! O Flamengo perdeu para o (bom) Palmeiras-sem-técnico em casa. E sem torcida. A atuação foi pífia. Claro, com Everton Silva péssimo, Léo Moura bisonho na meia e infeliz na ala, Everton tonto, Adriano mal e zaga medíocre, o resultado foi até camarada pra gente. E ainda parece que tá faltando vontade, motivação. Ah, não vou mais falar desse jogo. Página virada, vida que segue, a fila anda.

O fraco Whelinton recebeu umas 5 faltas no lance do 1º gol dos Porco. Mas não justifica o atraso da bola pra ele pelo Willians (até tu, mano?). A verdade é que o Flamengo não fez nada pra ganhar o jogo ontem e mereceu perder.

A Magnética tá preocupando. O time é fraco pra tentar algo maior que uma Libertadores e a Nação parece ter percebido isso. Nada que duas ou três vitórias numa sequência não leve os torcedores de volta ao seu habitat natural. Mas, com esse time, isso é quase impossível.

Eram 9 pontos em disputa no Maracanã. A idéia era conquistar 3 vitórias e entrar no G4. Já perdemos 3 pontos. Tsc, tsc.

O Flamengo atual é um time pra se assistir bêbado.

No ano passado, exatamente nesta rodada começou o ocaso Rubro-Negro e a série de 7 jogos sem vitória. O mês é o mesmo, a sequencia de jogos domingo e quarta-feira também. Havíamos perdido o Marcinho, o Souza e o Renato Augusto. Desta vez, perdemos o Ibson. E não repusemos ninguém, como em 2008. Esses gênios desta diretoria não aprendem mesmo!

O Adriano fez 6 gols em, acho, 8 ou 9 jogos. Mas não tá jogando nada.

É fácil falar depois do ocorrido mas, se eu fosse torcedor do Estudiantes, teria ido da Argentina pra BH.

Continuam faltando 20 vitórias. E faltam 27 jogos. Não dá mais.

Flamengo até morrer!

Flamenguidade: da série babaquices e falações

Posso até ter feito, não me lembro, mas eu evito falar mal do cara. No entanto, esse tal de Ronaldo Fenômeno é, verdadeira e ridiculamente, um grande babaca. Tem mais de seis meses que ele veste a camisa do Corinthians, mas não consegue esquecer o Mengão. E não consegue enxergar (ou então enxerga até demais) que é o inocente inútil de uma ação de marketing avassaladora e bem-sucedida tramada e orquestrada pela Nike e pelo Corinthians. E parece que vomitar impropérios acerca do tamanho da torcida mosqueteira e da do Mais Querido é uma das cláusulas mais importantes. De traidor da Nação, o cara parece estar se sentindo traído. E, parafraseando nosso cartolão KL, está-se saindo um comediante dos melhores. E nem inventando esses factóides tão bisonhos quanto insólitos o cara tem conseguido brilhar sozinho sem se valer dos holofotes Rubro-Negros.

Ah, cara, quando te chamarem para um programa de televisão, vá por si mesmo, pelo seu clube, esquece o Flamengo! Já somos notícia e temos cobertura demais da imprensa pra ficar no meio dessas confusõeszinhas imbecis nas quais você nos coloca. Para de dizer que você é Flamengo. Você é profissional (num sentido não muito bom) demais pra se dizer torcedor do Mengão. Olha, corro o risco de queimar a minha língua, já que do futebol e da cabeça oca da nossa diretoria tudo pode ser esperado. Mas fica por aí, vai pro raio que o parta, mas não pense em Flamengo mais. Faça-nos esse favor.

Falando nisso, quer ser Flamengo e provar isso? Seja o Ibson!

Flamengo até morrer!

O que leva alguém a torcer para um time de futebol

torcida-digitalA seguir, a 3ª parte do nosso especial sobre torcida de futebol:

Os times de futebol são, em primeira análise, os principais agentes do esporte. Em outras palavras, futebol é um esporte coletivo, o que justifica a frase anterior. Portanto, a despeito de conhecermos alguns renegados que gostam do ludopécio, até o praticam, mas não torcem pra time nenhum, é muito mais comum que as pessoas torçam para algum time em detrimento do espetáculo em si. Assim, é quase certo que todo mundo que gosta (de futebol) torce (pra algum time).

Mas não é só isso que explica o motivo pelo qual alguém escolhe um time para torcer. Eu mesmo conheço (e faço parte desta lista) muita gente que gosta de futebol, mas que gosta de seu time em primeiro lugar. Falando em time, este é formado de jogadores. E jogadores de futebol, em qualquer lugar em que o esporte é apreciado, são ídolos. E um time recheado de ídolos, ou com um adorado por sua torcida, tem uma propensão a ser alvo da escolha dos torcedores. O Flamengo do início dos anos 80 é um bom exemplo disto. O time tinha os dois melhores laterais que o Brasil já viu – Leandro e Júnior – tinha Zico, Adílio e Andrade na meia, Raul Plassmann no gol, uma zaga sensacional formada, em anos diferentes, por Marinho, Mozer, Figueiredo, Rondinelli… Outro exemplo, na mesma época, pode ser o Atlético-MG, que tinha seu maior ídolo em todos os tempos, Reinaldo, e os bons Éder Aleixo, Nelinho e Luisinho. Bom, mas nem assim o Galo levou alguma coisa na época…

A exposição à mídia, dizem, também ajuda no aumento do número de torcedores. É bem verdade que a mídia espontânea penetra na casa das pessoas sem que elas permitam e, quanto mais aparecem, mais gente acompanha. E há uma tendência a se torcer para quem está em evidência. O Grêmio e o Cruzeiro, fora de seus estados, é claro, podem ser exemplos disto.

Títulos conquistados, partidas memoráveis e torneios importantes disputados também ajudam a angariar torcida. Afinal, é do ser humano torcer para quem está ganhando. Esta razão traz em si – ou são trazidas por ela, não se sabe bem – algumas das demais. Simples assim: os títulos trazem dinheiro (e torcida) e o dinheiro traz craques que se tornam ídolos (e mais torcida). Com craques, os times tendem a fazer jogos incríveis, conquistarem títulos e se classificarem para torneios mais importantes (e ganham mais torcida). Com isto a exposição na mídia aumenta (e também a torcida). E assim segue e o ciclo se repete. O São Paulo FC tem uma torcida crescente por este motivo.

No mundo moderno, não se pode esquecer que os aspectos gerenciais também contribuem para o sucesso dos clubes de futebol junto ao público. Ações de marketing também ajudam a fidelizar o torcedor, a fixar a “marca” do time, a fazê-la presente nos meios de comunicação e nos eventos relativos ao esporte. O Internacional de Porto Alegre explora bem este tipo de ação, responsável pelo fato de que este é o clube que mais tem associados no Brasil, cerca de 100 mil sócios-torcedores.

O feito de determinada cidade ter um bom time de futebol também é razão para que seus habitantes ou os que ali nascem o escolham para ser seu time de coração. Um bom exemplo recente disto é o Goiás, time pequeno que se firmou entre os grandes da 1ª divisão nacional e trouxe, com isto, um bom número de torcedores da região. Os times das capitais do Nordeste também passam por situação semelhante, em que pese muitos de seus fãs terem um outro time para torcer no eixo Rio-São Paulo.

Quando um time de futebol se sobressai perante os demais, há uma tendência a aumentar a torcida de seus rivais. A exposição de que o time é vítima também traz um revés. O Flamengo, por exemplo, além de ter a maior torcida do mundo, também é um dos times de maior rejeição perante os torcedores dos demais times. Isto não explica, por si só, mas ajuda a entender a formação da torcida do Vasco da Gama. Os sucessivos êxitos do Flamengo sobre o time de São Januário engrossou a torcida vascaína, e a lançou muito além do circuito de padarias e das comunidades lusitanas do Brasil.

A influência dos pais é um dos fatores preponderantes na escolha de um time de futebol. Afinal, no Brasil, é uma questão de educação. Que pai ficaria feliz em ver o filho com a camisa do time adversário? E, normalmente, os filhos tendem a obedecer aos pais, inclusive nestas questões.

No entanto, no meu entender, não há nada que traga mais torcedores para um clube ou um time de futebol que o carisma. Esta palavra pode ser confundida com tradição, com as cores da camisa, com a história de sucessos e fracassos, com moda, com o movimento das arquibancadas. Não há como explicar objetivamente esta relação. É alguma coisa entre o lúdico e o incrível. O crescimento da torcida independe dos resultados do time. Passa ao largo das crises internas, de campanhas ruins, de jogadores medíocres, ou de precariedade das instalações. Em outras palavras, trata-se de uma questão paradoxal: se chegamos à conclusão que alguém escolhe um time para torcer pelas razões acima, ou por uma combinação delas, como pode alguém torcer para um time exatamente pelos motivos contrários a isto tudo? É como disse, não há explicação, principalmente para relações baseadas em paixão. E o futebol é uma delas. O melhor exemplo do motivo que leva alguém a torcer para um time de futebol listado neste parágrafo? Nem preciso dizer. Basta perguntar pra qualquer um qual é o Mais Querido…

Flamengo até morrer!

o que leva alguém a torcer para um time de futebol

futebol-desenho2Em continuação à série Maior do Mundo, pergunto: o que leva alguém a torcer para um time de futebol? Vamos tentar responder nas próximas linhas…
O futebol é o esporte mais apreciado do planeta. Há mais países filiados à FIFA, organização que gerencia o futebol mundial, que à própria ONU. O futebol congrega raças, conflitos, religiões, países inimigos, ricos e pobres, jovens, adultos, crianças. Há mais equipes de futebol que de qualquer outro esporte. Só no Brasil, são mais de cinco mil times de futebol profissional, sem contar os amadores. O futebol gera, sozinho, quase 500 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o mundo. Tudo isso, por si só, já explica porque o esporte fascina tanto.
O futebol talvez seja o único esporte coletivo que pode ser praticado com muito pouco. Quatro tijolos, uma bola de meia e 4 abnegados disputam uma variação do ludopécio e competem entre si. Qualquer outro esporte precisa de muito mais que isso, como o vôlei (rede), o basquete (tabela) ou o tênis (raquetes e quadra específica). Já no futebol, dada a sua natureza, com quase nada os praticantes podem se divertir, competir, fazer jogadas e se sentir um craque. Todo atleta de fim de semana acha que faria o gol que o atacante do seu time perdeu no último jogo. E isso ajuda a popularizar o esporte. Isso sem falar que há poucas emoções no mundo comparáveis a uma partida de futebol bem disputada, sobretudo se um dos times envolvidos for seu time de coração. E, no Brasil, o acesso aos estádios é fácil, já que há preços de ingressos para todas as classes sociais.
O futebol promove ascensão social. Não é elitista, nem tão pouco proibitivo para as massas. Exige disciplina, seriedade, talento. Mas é possível jogar bola sem nada disso. E isso aproxima o amador do profissional. Sociologicamente, transforma pobres em ricos, e os iguala aos mais abastados. Além disto, é um dos poucos assuntos em que qualquer um com um QI mínimo se coloca a discutir com entendidos, profissionais ou formadores de opinião. Não há barreiras de sexo nem de raça para se entender do assunto. E isso, talvez, tenha ajudado a popularizar o esporte ao longo dos anos.

Flamengo até morrer!