Arquivos de tags: Deivid

Cornetada Vitoriana nº 168: Esses caras nunca vão se acostumar a perder pro Mengão?

O que dizer sobre os acontecimentos recentes da vida flamenga? Crise na Gávea, administração tosca, dúvida sobre a utilidade do nosso astro, vitória (mais uma!) sobre o Vice eterno, papai Joel e seu processo de desaprendizado, iminente desclassificação antecipada na Libertadores, chororô de quase 48 horas dos bem infelizes da camisa feiona… A lista é ampla, do mesmo tamanho da minha preguiça em falar sobre ela. Mas não dá pra deixar em branco assuntos tão interessantes.

E não é que a nossa diretoria amadora, barbeira e improdutiva consegue se superar a cada dia? Meu Deus, o que se passa na cabeça de dirigente de futebol? Do que é feita essa massa embolorada que esse povo chamada de cérebro? Olha, não é porque a Magnética é a matéria mais abundante do universo, empatada com o hidrogênio, que devemos ser tratados como uns quaisquer. Basta sermos desrespeitados, vilipendiados, menosprezados para que ressurjamos e voltemos aos patamares de excelência que teimam em querer nos tirar. Isso vindo da massa ignara da arco-íris, até dá pra entender. Agora, fogo amigo é dureza. Porque só pode ser isso pra explicar os desmandos de que nossa nobre instituição é vítima. Haja ignorância gerencial, pelamordeDeus! E o que isso gera? Rá, crise eterna, coisa que já está no DNA Rubro-Negro, o que é até bom por um lado, mas seria melhor que não ocorresse com tanta freqüência.

Outro bom exemplo dessa governança maldita reside em algum apartamento de luxo da Barra da Tijuca ou transita em carrões pelas baladas da capital de todos os riodejaneirenses. Antes de morder, vou dar uma assoprada. Nosso camisa 10 é craque, ainda dá passes como ninguém, lançamentos precisos e dribles desconcertantes. Me parece, no entanto, que o cara não consegue entender que ele precisa render mais, ser mais profissional, chamar a responsabilidade do jogo, ser mais atleta e menos celebridade e ser um jogador só um pouco acima da média que basta. Mas não rola. O cara não consegue, e acho que não consegue jogar futebol porque não quer.

Atropelamos nossa baranga de fé, mais uma vez, sem dó nem vaselina, num momento problemático. É claro, nada melhor que o Vice pra sempre pra pegar pela frente em épocas inglórias como essa. Do jeito que foi, melhor ainda. A jamanta Rubro-Negra destruiu as esperanças do nosso rivalzinho com um futebol, na maior parte do tempo ruim, mas de alguma forma, e surpreendentemente, competente. E, como se não bastasse, com gol de pênalti (sim, viceínos, pênalti é aquilo que fizeram no Léo Moura) convertido com maestria pelo Ronaldinho aos 47 minutos do segundo tempo. Ah, mais um recado pra naufragália: penalidade máxima só ocorre quando um jogador adversário comete uma falta dentro da área. A condição, única, é que tenha sido falta. Em resumo, só com falta dentro da área o juiz apita pênalti. Essa instituição do futebol só pode ser apitada quando ocorre, e não quando uns seilaquezinhos vestidos com camisas que mais se parecem cintos de segurança pintados querem. Por fim, se me permitem um toque (calma, o toque que vocês estão pensando foi dado no sábado de aleluia): muito feio, grande papelão esse negócio de correr atrás de juiz. Quebrar o estádio alheio, então, nem se fala. Mas pior ainda é o chororô eterno, de presidente, de time todo, de torcedor. Ah, não quero mais falar sobre esses pobres coitados.

Joel está balançando no cargo, acho, cedo demais. Uma possível, mas improvável classificação na Liberta pode ajudar na sobrevida. Depois de um papelão atrás do outro, não me admiro ao pensar que essa talvez seja uma boa ideia…

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 165: Então…

Tsc, tsc!

Difícil até começar a escrever. Assunto é o que não falta, é certo. E não é por vergonha, porque Flamengo é Flamengo e nunca, em tempo algum, vai ser motivo de vergonha pra massa bem-vestida e simpaticona. Mas é claro que a invencibilidade carioca iria ser quebrada de algum jeito, seja contra um time ligeiramente melhor, caso do Vasco, seja pra um time que já andou se misturando com a infelicidade da Segunda Divisão, caso do Vasco, seja por obra da arbitragem, caso do Vasco, seja por força de duas jogadas bizarras que resultaram em espalmadas estranhas mas explicáveis, caso do Vasco, seja por orelhada de algum de nossos mulambos, caso do Vasco.

O jogo de ontem, jogaço por sinal que, claro, tinha que ter o Flamengo como um dos protagonistas, foi mega estranho, por umas razões mega estranhas. Começamos com 1 a 0, numa jogadaça do Love e um chute sinistro, redundantemente de canhota. Poderia ser o prenúncio de uma goleada, mas não tivemos competência em liderar o placar e fazer o Vasquinho sentir o golpe. Ao contrário, parece que, ao ceder o empate logo, cedemos também o ímpeto de ganhar da rafameia da camisa feiona. E mais ainda quando nosso Deivid perdeu um gol absurdo. O problema é que esse tipo de presepada, que acontece a toda hora no futebol, ganha muitas dimensões inesperadas no Flamengo. É possível que o Deivid seja marcado por esse lance mais que o Palermo pelos três pênaltis perdidos em um só jogo. Bom, voltando aos estranhamentos, mesmo jogando contra um time melhor, mantivemos a posse da bola, mas não fomos lá muito efetivos. O que foi lamentável, já que, por isso, demos a chance de fazer valer o grito que a torcida mal-vestida insiste em acreditar ser verdade: o do time da virada. Depois disso, atacamos desordenadamente e o Vasco jogou como time pequeno, claro, se fechando e esperando o tempo passar.

Bem, vamos deixar pênaltis não marcados, impedimentos mal assinalados e um monte de inversões de faltas e até de saídas de bola de lado, já que Flamengo que é Flamengo não se mete nesse troço de arbitragem. Mas é legal fazer a arco-íris lembrar que todos os times, todos, sofrem com juízes ruins ou, e por que não dizer, desonestos.

Pra terminar, gostei do jogo de ontem. Não pelo resultado, claro, mas por ver que o Flamengo joga quando quer jogar. Ontem quisemos, apesar do Ronaldinho e sua preguiça, do Love e sua falta de ritmo e da defesa e sua falta de tudo.

Flamengo até morrer!