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Cornetada Vitoriana nº 129: Hexa e aquela historia

Então, mais uma vez, o Botafogo é eliminado de uma competição pelo doutrinador Mengão do meu coração. Quem diria? Ora, todo mundo que está situado na cadeia alimentar acima do plancton diria. Engraçado é ver esses mortos de fome não terem forças mais nem pra chorar pitangas. Perderam, como previsto e propagado pelos 4 cantos do mundo, na bola, em campo. Aliás, como todas as outras vezes. O fato é que o Mengão foi melhor, e nem precisou de uma atuação de gala pra atropelar o Foguinho, que nem vice vai ser. Exceção, claro, feita ao nosso herói da ocasião, Felipe, o novo Bruno.

Consequência desse atropelo? Vamos encarar o bom Boavista, segunda força do futebol carioca, que segurou o Flor, conforme esperado. Aliás, a briga pelo posto de piada carioca vai se acirrando, com tricoletas, viceinos e chorafoguenses lutando, cabeça por cabeça, pela indigna posição. E nós, Rubro-Negros de boa cepa, lá, no Olimpo, do alto de nossa magnânima posição de predadores naturais de timecos oriundos das profundezas do inferno das divisōes menores do futebol mundial, nos refastelando de tanto rir, humilhar e ver esses infelizes humilhados por times menores ainda que eles!

Vi o jogo em Orlando, Florida, USA. Com o Mengão onde o Mengão estiver…

A CBF de futebol reconheceu o Flamengo como campeão brasileiro de futebol masculino da primeira divisão de 1987. Grande coisa! Só faltavam eles no mundo pra ver o óbvio. Digno de nota sobre esse assunto estão a posição covarde do Clube dos 13, que vai sentir a falta do apoio pesado do Flamengo em suas deliberaçoes e o mau-caratismo da diretoria da bambilandia, que não foi capaz de manter a palavra assinada em 1987, ao apoiar o Flamengo, ou qualquer outro campeão da PRIMEIRA DIVSAO, e fazer questão desse trofeu ridiculo, tipo meu-meu-e-meu. Coisa de time pequeno mesmo…

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 87: Abaixo a dungalização do Andrade!

Confesso que temi pelo pior em relação à promissora carreira do nosso promissor Andrade, o Tromba. Em como dominar a situação, falar a língua da mulambada, tirar o melhor de cada jogador e manter o Flamengo Flamengo, não temos nenhuma dúvida de que ele é bom. No entanto, juro que temia pelo processo de burocratização de nosso treinador campeão. Os jogos do Flamengo tinham-se tornado muito previsíveis, sendo superados em previsibilidade pelas escalações óbvias e pelas alterações café-com-leite de nosso comandante. Contra o Resende, acho que meus temores se dissolveram. Pela primeira vez, vimos o Menino Pacheco e o Pet em campo juntos, o que foi ótimo. O Andrade colocou outro meia no lugar de um cabeça de área, o Toró, que até fez bem feito enquanto ficou em campo. E ainda colocou um lateral no meio-campo. Achava, até então, que o cara era do tipo que pensa que zagueiro só substitui zagueiro, meia entra no lugar de meia e atacante só sai pra dar lugar a outro atacante, como certos treinadores de certas seleções brasileiras. Resultado: nó nas tripas dos pequenos resendenses e goleada convincente com boa apresentação.

Juan tá voltando? Não, não me refiro ao zagueiro da Selecinha, mas ao nosso bravo marrentinho lateral esquerdo. Jogou pacas no sábado, e tem dado várias assistências para gols. O Léo já está mostrando serviço a muito tempo. Flamengo com os laterais jogando bem, mais o Império do Amor é igual à invencibilidade na América. Resposta à pergunta inicial: sim!

O Bruno The Wall saiu em defesa do Adriano e asseclas no embróglio do suposto baile funk na semana passada, exigindo respeito. Vi uma crítica do Sr. Álvaro Oliveira Filho (Globo/CBN) dando conta de que, pra exigir respeito, tem que se dar ao respeito. Natural. Nada natural foram os exemplos dados pelos comentador. Lembro do episódio envolvendo o então auxiliar técnico Andrade e o recém-chegado goleiro. Ora, meu filho, o cara não sabia onde estava, e nem com quem estava lidando, ao desrespeitá-lo. Será que alguém que pensa iria mesmo achar que o goleiro titular há 3 anos e capitão de uma equipe qualquer não respeita seu chefe e continua em campo? Outro fato citado foi relativo às (será?) brigas entre os jogadores do Flamengo, tornando o ambiente de desunião e discórdia. Ora, o Flamengo é o maior clube do mundo, o que mais vende notícia, e até um zelador gripado vira manchete. E, infelizmente, não sabemos lidar com blindagens e factóides inventados ou mesmo verdadeiros divulgados pela imprensa. O que quero dizer é que todo time tem 25, 30 jogadores, e é impossível não haver arranca-rabo e tititi entre esses caras. Ocorre que, no Flamengo, essas coisas vazam e tomam uma proporção gigante. A melhor prova de que o ambiente é bom se vê nas comemorações dos (milhares de) gols que fazemos, ocasião em que 6, 7, 8 jogadores, mais alguns reservas, se abraçam e se cumprimentam. Ah, chega dessa bobagem…

Ainda sobre as falas do Bruno, o cara disse: “Qual de vocês aí que é casado que nunca brigou com a mulher, que nunca discutiu, que nunca ATÉ saiu na mão com uma mulher?” Isso é textual, foi exatamente isso o que ele disse. É bem diferente dizer que ele acha que é normal se bater em mulher, fazer apologia a isso ou afirmar que o jogador disse que bate em mulher, como se tem sido noticiado. Não tenho procuração pra defendê-lo, mas, a despeito de ele ter ido a público pedir desculpas pelo discurso, o que é mais uma satisfação para fechar o caso que uma assunção de culpa, esse é outro caso clássico de má interpretação, exagero e má fé da imprensa para com o Flamengo e seus atletas.

Mais uma vez atropelamos um pequeno e, graças à incompetência florminensista, assumimos a liderança, que era temporária para o tricoflor e é definitivamente nossa até o fim do turno.

Adriano tá vacilando. Vai ficar de fora da Copa desse jeito…

Saiu a tabela do Brasileirão 2010. O Mengão pega o SP, dia 9 de maio, no Maraca. Primeira vítima.

Flamengo até morrer!

esportes olímpicos: o basquete do mengão também manda muito!

Pois é, o basquete do Mengão, além dos títulos sulamericano e brasileiro na temporada passada, mantém a liderança do NBB, o Novo  Basquete Brasil, a liga moralizadora do basquetebol nacional. Pode ser um título, outro, histórico. Os caras estão se virando pra manter a modalidade na Gávea, tanto que estão com os salários em dia, coisa que nem o futebol tem. Tudo isto graças a ações como a camiseta lindona que estão vendendo com renda revertida diretamente para o depto. de basquete, e o site próprio, criado somente para divulgar notícias do baloncesto flamengo. Pode dar um confere, o link tá na lista aí do lado. Mais motivos pra arco-íris invejar a Magnética…

Flamengo até morrer!

O que leva alguém a torcer para um time de futebol

torcida-digitalA seguir, a 3ª parte do nosso especial sobre torcida de futebol:

Os times de futebol são, em primeira análise, os principais agentes do esporte. Em outras palavras, futebol é um esporte coletivo, o que justifica a frase anterior. Portanto, a despeito de conhecermos alguns renegados que gostam do ludopécio, até o praticam, mas não torcem pra time nenhum, é muito mais comum que as pessoas torçam para algum time em detrimento do espetáculo em si. Assim, é quase certo que todo mundo que gosta (de futebol) torce (pra algum time).

Mas não é só isso que explica o motivo pelo qual alguém escolhe um time para torcer. Eu mesmo conheço (e faço parte desta lista) muita gente que gosta de futebol, mas que gosta de seu time em primeiro lugar. Falando em time, este é formado de jogadores. E jogadores de futebol, em qualquer lugar em que o esporte é apreciado, são ídolos. E um time recheado de ídolos, ou com um adorado por sua torcida, tem uma propensão a ser alvo da escolha dos torcedores. O Flamengo do início dos anos 80 é um bom exemplo disto. O time tinha os dois melhores laterais que o Brasil já viu – Leandro e Júnior – tinha Zico, Adílio e Andrade na meia, Raul Plassmann no gol, uma zaga sensacional formada, em anos diferentes, por Marinho, Mozer, Figueiredo, Rondinelli… Outro exemplo, na mesma época, pode ser o Atlético-MG, que tinha seu maior ídolo em todos os tempos, Reinaldo, e os bons Éder Aleixo, Nelinho e Luisinho. Bom, mas nem assim o Galo levou alguma coisa na época…

A exposição à mídia, dizem, também ajuda no aumento do número de torcedores. É bem verdade que a mídia espontânea penetra na casa das pessoas sem que elas permitam e, quanto mais aparecem, mais gente acompanha. E há uma tendência a se torcer para quem está em evidência. O Grêmio e o Cruzeiro, fora de seus estados, é claro, podem ser exemplos disto.

Títulos conquistados, partidas memoráveis e torneios importantes disputados também ajudam a angariar torcida. Afinal, é do ser humano torcer para quem está ganhando. Esta razão traz em si – ou são trazidas por ela, não se sabe bem – algumas das demais. Simples assim: os títulos trazem dinheiro (e torcida) e o dinheiro traz craques que se tornam ídolos (e mais torcida). Com craques, os times tendem a fazer jogos incríveis, conquistarem títulos e se classificarem para torneios mais importantes (e ganham mais torcida). Com isto a exposição na mídia aumenta (e também a torcida). E assim segue e o ciclo se repete. O São Paulo FC tem uma torcida crescente por este motivo.

No mundo moderno, não se pode esquecer que os aspectos gerenciais também contribuem para o sucesso dos clubes de futebol junto ao público. Ações de marketing também ajudam a fidelizar o torcedor, a fixar a “marca” do time, a fazê-la presente nos meios de comunicação e nos eventos relativos ao esporte. O Internacional de Porto Alegre explora bem este tipo de ação, responsável pelo fato de que este é o clube que mais tem associados no Brasil, cerca de 100 mil sócios-torcedores.

O feito de determinada cidade ter um bom time de futebol também é razão para que seus habitantes ou os que ali nascem o escolham para ser seu time de coração. Um bom exemplo recente disto é o Goiás, time pequeno que se firmou entre os grandes da 1ª divisão nacional e trouxe, com isto, um bom número de torcedores da região. Os times das capitais do Nordeste também passam por situação semelhante, em que pese muitos de seus fãs terem um outro time para torcer no eixo Rio-São Paulo.

Quando um time de futebol se sobressai perante os demais, há uma tendência a aumentar a torcida de seus rivais. A exposição de que o time é vítima também traz um revés. O Flamengo, por exemplo, além de ter a maior torcida do mundo, também é um dos times de maior rejeição perante os torcedores dos demais times. Isto não explica, por si só, mas ajuda a entender a formação da torcida do Vasco da Gama. Os sucessivos êxitos do Flamengo sobre o time de São Januário engrossou a torcida vascaína, e a lançou muito além do circuito de padarias e das comunidades lusitanas do Brasil.

A influência dos pais é um dos fatores preponderantes na escolha de um time de futebol. Afinal, no Brasil, é uma questão de educação. Que pai ficaria feliz em ver o filho com a camisa do time adversário? E, normalmente, os filhos tendem a obedecer aos pais, inclusive nestas questões.

No entanto, no meu entender, não há nada que traga mais torcedores para um clube ou um time de futebol que o carisma. Esta palavra pode ser confundida com tradição, com as cores da camisa, com a história de sucessos e fracassos, com moda, com o movimento das arquibancadas. Não há como explicar objetivamente esta relação. É alguma coisa entre o lúdico e o incrível. O crescimento da torcida independe dos resultados do time. Passa ao largo das crises internas, de campanhas ruins, de jogadores medíocres, ou de precariedade das instalações. Em outras palavras, trata-se de uma questão paradoxal: se chegamos à conclusão que alguém escolhe um time para torcer pelas razões acima, ou por uma combinação delas, como pode alguém torcer para um time exatamente pelos motivos contrários a isto tudo? É como disse, não há explicação, principalmente para relações baseadas em paixão. E o futebol é uma delas. O melhor exemplo do motivo que leva alguém a torcer para um time de futebol listado neste parágrafo? Nem preciso dizer. Basta perguntar pra qualquer um qual é o Mais Querido…

Flamengo até morrer!

Bem-vindo!

emerson-flamengoDesde o Dimba que tento não depositar esperanças nas contratações maravilhosas de nossos brilhantes dirigentes. Mas tô abrindo uma exceção, louco pra não queimar a língua (ou as pontas dos dedos). Esse cara parece ser diferente, não pela qualidade, que ainda não conheço, mas pelas atitudes e palavras. Estou falando do Emerson, nova contratação flamenga para a temporada. O cara já chegou treinando sem ter sido nem apresentado, foi ao Maraca no primeiro jogo para prestigiar os futuros novos colegas, já participou de rachão e de reunião de jogadores e é mais Rubro-Negro que muito flamenguista por aí. Dá uma conferida nas declarações do cara:

“Estou muito feliz. Este era o meu desejo. Estou aqui porque eu quero. E a diretoria foi muito clara quanto a situação financeira do clube.”

“É o momento mais feliz da minha carreira. O Flamengo abriu as portas e estou aqui porque é um desejo. Tinha outras propostas mais vantajosas, mas vestir essa camisa usada por Zico e Junior, nossa, é uma alegria muito grande. Por paixão e amor você faz coisas que é difícil explicar. Sempre quis jogar aqui. Não sei até quando o dinheiro é mais importante do que isso. Estou fazendo o que meu coração está mandando.”

“Estou aqui para somar forças. Futebol é coletivo. Não estamos falando de tênis. Podemos sair dessa situação. O Flamengo está na briga. Se ganhar na quarta, volta tudo ao normal.”

Esse mereceu um post exclusivo só pra ele…

Flamengo até morrer!

cornetada vitoriana nº 29

revistafutebolflaxvascoRUN FOR YOUR LIFES!

Desta vez foi o evitável que aconteceu. O Flamengo perdeu pro Vasco e a torcida perdeu a paciência com o Flamengo. Pela primeira vez em toda a minha vida rubro-negra, ao menos pela TV, vi uma Magnética apática, não ouvi cantoria flamenga das arquibancadas, e a torcida do Vice mais barulhenta que a nossa. É um sinal do fim dos tempos. Até acho que não faltou raça e vontade por parte dos jogadores. Mas como faltou competência! Pontaria! Comando! Técnico!!!!! Lamentável, Mengão, você perdeu pra um time de Segunda Divisão!

Ontem, antes do jogo, li no Correio Braziliense, maior jornal da capital federal, que o Flamengo jogava pela manutenção do cargo do Cuca. Achei um pouco forçado. Hoje li no Lance!, acho, que o KL confirmou sua manutenção. Bom… Deixa pra lá.

Contratamos mais um “craque” de DVD, um certo Emerson, esperança de gols e mais um que se diz Rubro-Negro desde sempre. Ao menos não se fez loucuras, não se gastou dinheiro, mas se pagará R$ 90 mil em salários. Bom… Deixa pra lá.

Trouxeram também um certo Alex Cruz, cujo maior feito na carreira foi ter participado do jogo em que seu ex-clube, o glorioso Ivinhema-MS, perdeu de 5 pra nós. Bom… Deixa pra lá.

Ainda bem que tem jogo na quarta-feira, contra o Madureira. Senão, a semana seria longa. Se não ganhar no meio da semana, será mais longa ainda.

Flamengo até morrer!

o que leva alguém a torcer para um time de futebol

futebol-desenho2Em continuação à série Maior do Mundo, pergunto: o que leva alguém a torcer para um time de futebol? Vamos tentar responder nas próximas linhas…
O futebol é o esporte mais apreciado do planeta. Há mais países filiados à FIFA, organização que gerencia o futebol mundial, que à própria ONU. O futebol congrega raças, conflitos, religiões, países inimigos, ricos e pobres, jovens, adultos, crianças. Há mais equipes de futebol que de qualquer outro esporte. Só no Brasil, são mais de cinco mil times de futebol profissional, sem contar os amadores. O futebol gera, sozinho, quase 500 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o mundo. Tudo isso, por si só, já explica porque o esporte fascina tanto.
O futebol talvez seja o único esporte coletivo que pode ser praticado com muito pouco. Quatro tijolos, uma bola de meia e 4 abnegados disputam uma variação do ludopécio e competem entre si. Qualquer outro esporte precisa de muito mais que isso, como o vôlei (rede), o basquete (tabela) ou o tênis (raquetes e quadra específica). Já no futebol, dada a sua natureza, com quase nada os praticantes podem se divertir, competir, fazer jogadas e se sentir um craque. Todo atleta de fim de semana acha que faria o gol que o atacante do seu time perdeu no último jogo. E isso ajuda a popularizar o esporte. Isso sem falar que há poucas emoções no mundo comparáveis a uma partida de futebol bem disputada, sobretudo se um dos times envolvidos for seu time de coração. E, no Brasil, o acesso aos estádios é fácil, já que há preços de ingressos para todas as classes sociais.
O futebol promove ascensão social. Não é elitista, nem tão pouco proibitivo para as massas. Exige disciplina, seriedade, talento. Mas é possível jogar bola sem nada disso. E isso aproxima o amador do profissional. Sociologicamente, transforma pobres em ricos, e os iguala aos mais abastados. Além disto, é um dos poucos assuntos em que qualquer um com um QI mínimo se coloca a discutir com entendidos, profissionais ou formadores de opinião. Não há barreiras de sexo nem de raça para se entender do assunto. E isso, talvez, tenha ajudado a popularizar o esporte ao longo dos anos.

Flamengo até morrer!

Introdução – Torcida do Flamengo, a maior para sempre

torcida-do-flamengo-intro3É mitológico. É lúdico. É acima do bem e do mal. Da Zona Sul ou da periferia. Da vitória ou da derrota. Do título ou do rebaixamento. O Flamengo tem, há décadas, talvez desde sempre, a maior torcida de futebol do Brasil. A primeira pesquisa sobre o assunto que se tem conhecimento é de 1983. Neste, e em todos os anos subseqüentes, o Mengão obteve a primeira colocação em quantidade de torcedores, com o Corinthians sempre em 2º e Vasco, São Paulo e Palmeiras se alternando na 3ª colocação. Em números absolutos, talvez, seja a maior do mundo. Segundo as pesquisas, 18% da população brasileira se declara flamenga. São 35 milhões de pessoas. Isso dá 3 Portugal, meia Itália ou meia França. Não é à toa que a Magnética é chamada de Nação Rubro-Negra.
Tem muito entendido que contesta esses números. Dizem que a maioria não sabe nem o nome do técnico, mas se diz Mengão. Ora, isso não é argumento, é difícil de provar (a despeito de parecer ser verdade) e em todo time há os torcedores e os torcedores mesmo. Além disto, geralmente, as pesquisas perguntam pra que time o cidadão torce e não se conhece a escalação, o presidente ou o massagista. Portanto, o argumento é fraco, como de resto é quem o utiliza.
Outra balela que se diz da nossa torcida é o fato de que ela cresceu muito nos anos 80, época gloriosa em que passávamos o rodo geral, ganhávamos tudo o que disputávamos e que era considerada doença o feito de não se torcer pro Mengão. Realmente, nossa torcida inflou nos anos 80, até pela cobertura nacional do Mengão que era dada pela Rede Globo, até alí, uma emissora ainda do estado do Rio de Janeiro. No entanto, já éramos a maior do Brasil. E nem é preciso lembrar que não ganhávamos nada até então, a não ser títulos cariocas. Brasileiro, nenhum. Rio/São Paulo, acho, somente um ou dois. Libertadores e Mundial, nem havíamos disputado. Ou seja, comprovado, pra gente crescer não precisa, necessariamente, conquistar títulos.
Convencido? Então, vejamos: a torcida do Flamengo é a maior em qualquer cluster sócio-econômico, raça, credo (apesar da pouca ou nenhuma informação a respeito), faixa etária, sexo… E, se realmente for verdade que uma torcida, para crescer, depende das conquistas do time, como explicar que somos os maiores em todas as faixas etárias, segundo uma pesquisa do Lance/IBOPE de 2006, com campanhas inferiores a times como o São Paulo nos últimos tempos, por exemplo? 23% dos meninos brasileiros de 10 a 15 anos, 22% de 16 a 24, e 21% de 25 a 34 são Rubro-Negros. Essas pessoas escolheram seu time numa época em que o Flamengo não ganhou nada, a não ser um ou outro carioca, uma Copa do Brasil e 2 ou 3 disputas da Libertadores, com desclassificações desonrosas. E, repare, as médias nessas faixas etárias são maiores ainda que a média geral, o que prova que nossa torcida cresce, sim, e como. Ou seja, títulos e vitórias são importantes e são a razão de existir do futebol e dos times. Mas não do Flamengo. O Vermelho e o Preto, o Manto Sagrado, a mística do nome, a tradição que não cabe em si contam muito mais pra gente.
Mas, do que adianta uma torcida gigantesca se ela não vai ao estádio? Estou me remetendo, claro, ao São Paulo, ao Vasco, ao Corinthians. Segundo levantamento da pesquisa Placar, o Flamengo é líder irrefutável em número de torcedores em estádio, desde o início do Campeonato Brasileiro, em 1971, com uma média de mais de 27 mil torcedores por jogo. O Corinthians é o 4º e o São Paulo, que muito formador de opinião, por motivos que não se sabe bem quais, insistem em afirmar que cresce à medida que crescem as conquistas do clube, ocupa um modesto 9º lugar, atrás até de Bahia e Atlético-MG, agremiações pequenas que adoram dar uma passada no inferno da segunda divisão. Quem é que tá na moda, então?
Outro mito: só há flamenguista no morro, na favela, na periferia. Em suma, o torcedor do Flamengo é pobre ou bandido. Como explicar, então, que somos a 1ª torcida no DF e RJ, os dois estados com maior renda per capita do país, ou a 4ª (disputando com 3 times de torcida grande) em São Paulo, maior economia e 3ª renda por pessoa do Brasil? Ah, dentre os torcedores que têm renda, o Flamengo lidera em todas a faixas sociais também, segundo pesquisa do IBOPE. Outra balela que vai por terra. É como eu digo: somos incrivelmente maiores que as demais, em todas as contagens, inclusive entre os pobres e entre os bandidos. Ah, somos a maior na Câmara de Deputados e no Senado também, dentre os congressistas, casas onde 98 deles são Rubro-Negros, mais que o dobro do segundo colocado.
Enfim, amigos, existem fatos que são motivo de discussão, implicância ou simplesmente provocação. Esse parece ser um deles, já que é improvável alguém acreditar mesmo que a torcida do Flamengo vá diminuir, ou que outra qualquer irá ultrapassá-la. Pra isso acontecer, muito pai vai ter que deixar seus filhos escolherem seus times por conta própria. E olha que, acho, nem assim a Magnética deixará de ser a maior do mundo!
No próximo capítulo falaremos sobre o que leva alguém a torcer por futebol.

Flamengo até morrer!

Maior do Mundo

torcida-do-flamengo1Outro dia, numa discussão acirrada regada a pastel engordurado e cerveja gelada, na companhia de bons amigos, que só não são melhores pelo péssimo gosto por futebol, já que não são flamengos, me deparei com uma situação tão inadimissível quanto improvável: meus amigos florminenses teimaram em afirmar que a torcida do Flamengo está perdendo espaço frente outras cujos times vêm conquistando campeonatos importantes. O frangueirão maior afirmou no Esporte Espetacular que a torcida do São Paulo é a que mais cresce em função dos títulos recentes conquistados pelo clube. E, pasme, um amigo, em férias nos Lençóis Maranhenses, no maior exemplo de ver o que que se quer ver sobre o assunto, disse que só se via camisas dos clubes de São Paulo no paraíso nordestino. Bom, isso tudo me motivou a lançar mais um tema para discussão aqui no site. De tempos em tempos vou publicar textos sobre o tema, tentando embasá-los com dados mas, principalmente, com idéias imparciais e racionais. Estou trabalhando no primeiro, para a semana que vem. O título da nova coluna, provisoriamente, é Maior do Mundo.

Flamengo até morrer!