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cornetada vitoriana 267: Seguimos meia-boca

meiaboca

Flamengo atual é muito meia-boca

Muito curiosa a cobertura da tranquila classificação flamenga na Libertadores de América 2018. A grita geral, desta feita, foi em função da dita pouca combatividade do Flamengão Doutrinador Geral contra o freguês argentino da camisa feiona River Plate. Ora, temos um time meia-boca, pressionado, com técnico interino até hoje e, na contenda em tela, com seu estagiário fazendo suas vezes, dada a suspensão que cumpria. Não é necessário ser muito esperto pra saber que perder em mi Buenos Aires querido! não era opção, pelos motivos listados, e por outros mil que não vou trazer aqui. Ah, de quebra, foi pra outra fase invicto.

Outra discussãozinha cretina: ah, classificou em segundo lugar. Oras, na prática, dois pontos. Um é o fato de não decidir os jogos em casa. Grande coisa. Sempre fui de opinião que, em confrontos difíceis, como geralmente são os de Libertadores, é preferível surpreender em casa logo, passando a responsabilidade e dificultando o resultado para o adversário em seus domínios. O outro: dos 8 classificados em 1º, 5 são brasileiros e nenhum é o temido Boca Juniors. E, por óbvio, é preferível enfrentar qualquer brasileiro, por questões de logística, distância, conhecimento e freguesia. Menos o Grêmio. Melhor evitá-los. Além de ser um bom time, não nos criamos com esses bichos, não tem jeito…

Bem, mudando a chave, vamos de Brasileirão amanhã, contra os nervosinhos chorões do Atlético Mineiro e seu quase meio século (?) sem um título brasileiro. É quando os malucos prestam suas levianas homenagens à honra e à integridade do justo, cumpridor  e competente José Roberto Wright. De minha parte, acho que nunca mais vai ocorrer um triunfo patético mineiro no Brasileirão até o fim dos tempos, mas é só minha opinião. Incoerentemente, o Galo é meu favorito atual para o campeonato esse ano. Se não evitarmos uma derrota nesse jogo, os caras vão passar um mês na liderança durante a Copa do Mundo. Pior para o mundo…

Perdemos de 1X1 para o V4sco (ahahahah!) na rodada passada. Não vou falar nada sobre mais essa, sim, vergonha!

River Plate 0X0 Flamengo, Copa Libertadores 2018, Fase 1, Rodada 6.

Flamengo 1X1 Vasco, Brasileirão 2018, Rodada 6.

Flamengo até morrer!

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cornetada vitoriana 254: Incompatibilidade

Quarta passada o Flamengo começou sua árdua tarefa em busca de um 2018 mais gratificante que o, a meu ver, razoável 2017. Nada, nada, foram duas finais importantes. Mas, claro, minimizadas pela rafameia mal vestida e pela imprensa especializada golpista. Não importa. Voltando à vaca fria, foi o primeiro jogo da Copa Libertadores de América pra gente. Afirmam populares que o Mengão Doutrinador Pica das Galáxias não tem lá muita afinidade, compatibilidade com a supervalorizada competição terceiro-mundista. Mas é o que temos pra disputar e, dada sua natureza predadora multicampeã, o Mengão Pegador Geral tem a obrigação de, ao menos, entrar pra disputar.

Essa teoria, baideuêi, é tão imbecil quanto clubística e incoerente. Como pode uma instituição ser assim ou assada? Oras, as demais agremiações não são necessariamente especialistas em êxitos da Libertadores, exceção feita a dois ou três esporadicamente. Ou a sucessos pretéritos e longínquos. O resto é tão ou mais normal que o Mengão Catequético. Ah, mas o Grêmio… Esporádico. Ah, mas o São Paulo… Longínquo… Ah, mas o Santos… Pretérito e esporádico. Então, essa conversinha mole de que o Mengão Fodástico Trucidador não é compatível com Libertadores por conta de 2 ou 3 fracassos (fracassos mesmo, retumbantes!) não cola. O resto foi resultado normal, como, de regra, são as eliminações dos demais arcoíris. O contrário disso não é ganhar todas. Se fosse, não teríamos nenhum time nesse patamar.

Sim, grupos complicados, como o desse ano, do ano passado e de 2014, ou times muito ruins, como 2010 e 2012, ou ambos, devem ser considerados. Outro dado notável: os times desses anos só têm o Manto em comum, mais nada. Portanto, esse papinho bravo de que falta espírito é uma balela de marca maior. Sem muito a falar, portanto. Mas, claro, quando se trata do Mengão Dominador da Porra Toda, a responsabilidade é toda dele, mesmo quando não deveria.

Falando especificamente do Flamengo X River Plate de quarta, sem maiores pretensões explicativas, diria que o planejamento foi falho e a comissão técnica levou a campo um time sem preparo, sem entrosamento e sem graça. Dois ou três jogos com aquela base não nos credenciaram a entrar em capo naquele dia. Sou de opinião que jogador tem que jogar, e que esse negócio de poupar atleta é um conversa pra boi dormir sem tamanho.

Ali, sim, concordo que faltou mais espírito competitivo também. Além, claro, de torcida. O Mengão Queridão sem a Magnética é Paul sem John, Tom sem Vinícius, queijo sem goiabada. Uns gritos de “queremos raça” faltaram pra colocar um pouco de brio na cara da molambada. Mas, apropriadamente, o local escolhido para jogar sem torcida tinha que ser o Vazião. E nem podemos lamentar quanto a isso, já que a punição pela atuação de meia dúzia de bandidos na final da Sula ano passado foi até pequena.

Hoje tem Botafogo pelo campeonato rural do RJ. É o que há para o momento.

Flamengo 2X2 River Plate, Copa Libertadores 2018, Fase 1, Rodada 1.

Flamengo até morrer!