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Cornetada Vitoriana nº 171: Impaciente mode on

A paciência com o cara chegou ao limite.

Sábado, dia de sol, com friozinho bom na capital de todos os brasileiros, perfeito para ficar ansioso, na espera pela estreia do Mengão lá na Conchichina. Almocinho bacana, Eisenbahn no ponto, trato na moto, papo agradável, mas a cabeça ia sozinha lá pra Ilha do Retiro, em Recife, palco insuficiente para um jogo do Flamengo, mas mais que perfeito pro genérico xexelento que nos receberia. A bem da verdade, o que penso sobre as ambições do Flamengo neste campeonato não justificam a ansiedade provocada pela seca de 28 dias sem me descabelar por um jogo do Mais Querido. Mas sou torcedor e, mesmo não acreditando na piada sem graça que nossos dirigentes estão fazendo ao manchar a história do maior clube do Brasil com uma administração tosca, tudo o que posso fazer é torcer.

E eis que chega a hora do embate. Pela primeira vez na minha vida, acho, confiando no Flamengo como confio nos três patetas cariocas. Ou seja, nem um pouquinho. Por motivos diversos, um deles já citado acima. O outro: as poucas condições de trabalho para o nosso treinador treinar o time. Não que caia de amores pelo papai, mas o cara não tem o mesmo nível de exigência do profexor, e isso dificulta muito as coisas. E mais um: a total falta de comprometimento de algumas peças do elenco, a começar pela estrela da companhia, o infeliz Ronaldinho, e pela falta de talento de outros tantos. Falando no cara, não dá mais, cansou, já deu. O cara atrapalha o time, não rende, não se envolve, se esconde do jogo e não produz muito, além de ser responsável sozinho por cerca de 20% da folha de pagamento. Tá na hora de acabar com a graça desse sujeito.

Bem, confesso que, mesmo desesperançoso, a camisa que joga sozinha poderia brilhar mais uma vez, até porque o adversário genérico resignado não assusta ninguém. Não foi o caso. Quando o melhor em campo é o nosso goleiro, nada pode ser considerado bom. Fazer um pontinho contra esses buxas, que devem voltar pro pântano lamacento das divisões putrefatas do futebol nacional ainda este ano, significa que dois foram perdidos. Menos mal que foi fora de casa. Mas o horizonte traçado para o Flamengo nesse Brasileirão, a depender do que vimos no jogo de estreia, me parece mais torto que tira-teima de vascaíno. Vai ser dose!

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 168: Esses caras nunca vão se acostumar a perder pro Mengão?

O que dizer sobre os acontecimentos recentes da vida flamenga? Crise na Gávea, administração tosca, dúvida sobre a utilidade do nosso astro, vitória (mais uma!) sobre o Vice eterno, papai Joel e seu processo de desaprendizado, iminente desclassificação antecipada na Libertadores, chororô de quase 48 horas dos bem infelizes da camisa feiona… A lista é ampla, do mesmo tamanho da minha preguiça em falar sobre ela. Mas não dá pra deixar em branco assuntos tão interessantes.

E não é que a nossa diretoria amadora, barbeira e improdutiva consegue se superar a cada dia? Meu Deus, o que se passa na cabeça de dirigente de futebol? Do que é feita essa massa embolorada que esse povo chamada de cérebro? Olha, não é porque a Magnética é a matéria mais abundante do universo, empatada com o hidrogênio, que devemos ser tratados como uns quaisquer. Basta sermos desrespeitados, vilipendiados, menosprezados para que ressurjamos e voltemos aos patamares de excelência que teimam em querer nos tirar. Isso vindo da massa ignara da arco-íris, até dá pra entender. Agora, fogo amigo é dureza. Porque só pode ser isso pra explicar os desmandos de que nossa nobre instituição é vítima. Haja ignorância gerencial, pelamordeDeus! E o que isso gera? Rá, crise eterna, coisa que já está no DNA Rubro-Negro, o que é até bom por um lado, mas seria melhor que não ocorresse com tanta freqüência.

Outro bom exemplo dessa governança maldita reside em algum apartamento de luxo da Barra da Tijuca ou transita em carrões pelas baladas da capital de todos os riodejaneirenses. Antes de morder, vou dar uma assoprada. Nosso camisa 10 é craque, ainda dá passes como ninguém, lançamentos precisos e dribles desconcertantes. Me parece, no entanto, que o cara não consegue entender que ele precisa render mais, ser mais profissional, chamar a responsabilidade do jogo, ser mais atleta e menos celebridade e ser um jogador só um pouco acima da média que basta. Mas não rola. O cara não consegue, e acho que não consegue jogar futebol porque não quer.

Atropelamos nossa baranga de fé, mais uma vez, sem dó nem vaselina, num momento problemático. É claro, nada melhor que o Vice pra sempre pra pegar pela frente em épocas inglórias como essa. Do jeito que foi, melhor ainda. A jamanta Rubro-Negra destruiu as esperanças do nosso rivalzinho com um futebol, na maior parte do tempo ruim, mas de alguma forma, e surpreendentemente, competente. E, como se não bastasse, com gol de pênalti (sim, viceínos, pênalti é aquilo que fizeram no Léo Moura) convertido com maestria pelo Ronaldinho aos 47 minutos do segundo tempo. Ah, mais um recado pra naufragália: penalidade máxima só ocorre quando um jogador adversário comete uma falta dentro da área. A condição, única, é que tenha sido falta. Em resumo, só com falta dentro da área o juiz apita pênalti. Essa instituição do futebol só pode ser apitada quando ocorre, e não quando uns seilaquezinhos vestidos com camisas que mais se parecem cintos de segurança pintados querem. Por fim, se me permitem um toque (calma, o toque que vocês estão pensando foi dado no sábado de aleluia): muito feio, grande papelão esse negócio de correr atrás de juiz. Quebrar o estádio alheio, então, nem se fala. Mas pior ainda é o chororô eterno, de presidente, de time todo, de torcedor. Ah, não quero mais falar sobre esses pobres coitados.

Joel está balançando no cargo, acho, cedo demais. Uma possível, mas improvável classificação na Liberta pode ajudar na sobrevida. Depois de um papelão atrás do outro, não me admiro ao pensar que essa talvez seja uma boa ideia…

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 167: Mais do mesmo

Entrosamento garantido

Geral tá preocupada com essa história de contratação do Imperador. A maioria quer, os mais racionais não. Essa é uma das poucas situações que envolvem o Flamengo que não tenho opinião a respeito, além da básica. Se for o Adriano de 2009 e blablablá… Agora, se for o do Corinthians… Bem, o cara escolheu Búzios para se refugiar e continuar o tratamento. E foi visto num show do Belo, junto com o Ronaldinho Gaúcho. Algumas supostas inferências sobre isso: péssimo gosto musical, más companhias, é o mesmo Adriano do Corinthians.

Falando no Gaúcho, afirmam populares que ele faltou a metade dos treinos convocados pelo Joel. A coisa vai bem desse jeito. Já não joga nada treinando, daqui a pouco vai deixar de jogar por falta de preparo. Apesar do bom jogo na quinta pela Liberta, não vai ser sempre assim e a gente sabe o porquê.

Na protocolar e sofrida vitória sobre o Friburguense pelo carioqueta, nada muito a dizer. A não ser o segundo bom jogo seguido do Luiz Antônio e a ressurreição do Penta filho de Kleber.

Bom, o Lanús ganhou a segunda seguida, ambas sobre o Emelec, que parece ser a carne assada do grupo, e nos obriga a aplicar uma traulitada no Olímpia pela Liberta, lá no chiqueiro deles. Se no jogo daqui já apanhamos feito mala velha e entregamos a rapadura daquele jeito, imagina em Assunção…

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 165: Então…

Tsc, tsc!

Difícil até começar a escrever. Assunto é o que não falta, é certo. E não é por vergonha, porque Flamengo é Flamengo e nunca, em tempo algum, vai ser motivo de vergonha pra massa bem-vestida e simpaticona. Mas é claro que a invencibilidade carioca iria ser quebrada de algum jeito, seja contra um time ligeiramente melhor, caso do Vasco, seja pra um time que já andou se misturando com a infelicidade da Segunda Divisão, caso do Vasco, seja por obra da arbitragem, caso do Vasco, seja por força de duas jogadas bizarras que resultaram em espalmadas estranhas mas explicáveis, caso do Vasco, seja por orelhada de algum de nossos mulambos, caso do Vasco.

O jogo de ontem, jogaço por sinal que, claro, tinha que ter o Flamengo como um dos protagonistas, foi mega estranho, por umas razões mega estranhas. Começamos com 1 a 0, numa jogadaça do Love e um chute sinistro, redundantemente de canhota. Poderia ser o prenúncio de uma goleada, mas não tivemos competência em liderar o placar e fazer o Vasquinho sentir o golpe. Ao contrário, parece que, ao ceder o empate logo, cedemos também o ímpeto de ganhar da rafameia da camisa feiona. E mais ainda quando nosso Deivid perdeu um gol absurdo. O problema é que esse tipo de presepada, que acontece a toda hora no futebol, ganha muitas dimensões inesperadas no Flamengo. É possível que o Deivid seja marcado por esse lance mais que o Palermo pelos três pênaltis perdidos em um só jogo. Bom, voltando aos estranhamentos, mesmo jogando contra um time melhor, mantivemos a posse da bola, mas não fomos lá muito efetivos. O que foi lamentável, já que, por isso, demos a chance de fazer valer o grito que a torcida mal-vestida insiste em acreditar ser verdade: o do time da virada. Depois disso, atacamos desordenadamente e o Vasco jogou como time pequeno, claro, se fechando e esperando o tempo passar.

Bem, vamos deixar pênaltis não marcados, impedimentos mal assinalados e um monte de inversões de faltas e até de saídas de bola de lado, já que Flamengo que é Flamengo não se mete nesse troço de arbitragem. Mas é legal fazer a arco-íris lembrar que todos os times, todos, sofrem com juízes ruins ou, e por que não dizer, desonestos.

Pra terminar, gostei do jogo de ontem. Não pelo resultado, claro, mas por ver que o Flamengo joga quando quer jogar. Ontem quisemos, apesar do Ronaldinho e sua preguiça, do Love e sua falta de ritmo e da defesa e sua falta de tudo.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 159: O ano só começa quando o Flamengo entra em campo

Abrem-se as cortinas, começa o espetáculo

Depois de uma ausência temporária motivada a preguiça, a falta de paciência e, principalmente, a absoluta falta de assunto, eis que ressurge, gloriosa, mais uma Cornetada Vitoriana simpática, modesta e informativa. Ora veja, em tempos de Fla X Flu por TN7 (aliás, só assim pra esses buchas ganharem algo da gente), de busca insistente por Vagner Love e de milhões e milhões de especuletas que não servem nem mesmo para vender jornal, não vamos perder nosso precioso tempo, né? Isso sem falar que escrever é um saco, mas é legal.

Já que também não estou a fim de concatenar idéias, o que também é tarefa super duper chata, vamos escrevendo ao deus dará, numa espécie de caos, muito apropriado ao atual momento vivido nas internas pelo nosso Mais Querido. Viram como funciona essa técnica? Já temos um assunto. O Flamengo é assim, mal dirigido, mal gerenciado, uma bagunça só. Mas é incrível a capacidade que esses dirigentes têm de complicar coisas protozoariamente simples. Pô, seilaquemzinho tá dando trabalho? Cobra em campo. Não tá rendendo? Saca do time. Falou demais? Dá uma tunda, multa, sei lá. Representante de jogador está insatisfeitinho da vida? Dá corda, põe pra correr, oras. Treina esses caras sobre o que falar. Conscientiza essas malas de que não adianta trazer a público problemas internos. Ah, fala sério, até os Sem Terra são mais organizados que o board do Flamengo. Tenha paciência.

Vamos deixar de lado esse assunto chato e falar sobre os 100% de aproveitamento da molecada. 4 a 0 fácil, sobre o Bonsuça, mais de 90 derrotas pra gente na história. Tem tempo que não tem tanta cria boa e junta na Gávea como no nosso time C. Esses meninos, com vontade, e alguma técnica, são nosso futuro. Seria ótimo não termos que depender de Thiagos Neves, Ronaldinhos, Adrianos, Luxemburgos da vida.

Falando nisso, que mala o nosso melhor jogador de 2011, hein? Quero dizer, pra mim, ele é bom jogador, mas pô, toda vez a mesma coisa. Mas já esperava por isso, não tenho do que reclamar. Gostaria que ele ficasse, mas o mundo não cai sem ele, e nem o Flamengo fica mais fraco. Não curto muito falar sobre a rafameia má vestida, mas coitado do tricolor quando perder o patrocinador.

Amanhã tem o Real Potosí, lá em cima do morro, valendo 25 entradas para a Libertadores. Dizem que é o jogo mais importante do ano pro Flamengo. E é. Mas temo que a bagunça reinante influencie no comportamento de alguns dos malas em campo. São só 2 jogos, erros e corpo mole podem custar muito caro.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 154: Tsc, tsc

A parada de domingo foi mais pé no saco do que qualquer um poderia imaginar. Perder para o Grêmio no Olívio é daquelas situações que todo Rubro-Negro consciente já espera. Ganhamos naquele chiqueiro somente 2 vezes na vida e perder lá não é a pior coisa do mundo. O problema foi como isso aconteceu. Depois de um primeiro tempo primoroso, demos o mole de sempre, e deixamos o adversário crescer. Pior, ajudamos nisso. A peneira da frente da zaga foi a responsável por 3 gols, no mínimo. Não por culpa exclusiva dos jogadores, mas da alteração do profexor no intervalo. O time ficou defensivo com a saída do jovem Tomás. No papel, já que na prática defesa era o que menos se via ali.

Bom, falamos do mimimi técnico/tático, mas o que fez o Flamengo perder para a segunda força do Uruguai do Norte foi a tal da atitude. Olhando para o time peça por peça, até que não é ruim. É o suficiente, ao menos, pra ocupar a 5ª posição, com viés de alta, já que em terra de cego, tanto bate até que o espeto é de linguiça. Quero dizer que, frente aos irregulares e mesmo fracos adversários, até que a posição é honrosa, longe, claro, do que a história e as glórias flamengas pressupõem. No entanto, falta ao Flamengo v. 2011 sangue nos olhos, faca nos dentes, coração na chuteira. Não sei se isso é característica dos jogadores que lá estão, ou se o técnico não consegue motivá-los, ou se algo estranho ocorre nos bastidores, mas esse time não tem garra, não tem coração, falta vontade de ganhar, de ser melhor que os outros. Imagino que, se jogasse com a raça que mostrou o Corinthians na virada sobre o Avaí, já teríamos sido campeões brasileiros desde a rodada passada. E nem precisaríamos do apito amigo, mão invisível que carrega o time da muito segunda torcida do país.

Honestamente, até acho que temos time e jogadores para alçar vôos mais altos nesse campeonato estranho. Mas acho que não vamos, porque esse time deixou pra trás a centelha da vitória, a vontade de vencer que caracteriza os Flamengos campeões. Mas torcer eu vou, até o fim.

O fato mais intrigante do jogo de domingo, no entanto, ficou por conta dos engraçados ataques de pelanca da torcida esquisitona do lado feioso da ponta sul do país. Poucas vezes na minha vida eu vi tanta besteira, tanta falta do que fazer, tanta intolerância, quanto as imbuídas nas ações desses infelizes em relação ao Ronaldinho Carioca. Desde a ignorância do significado da palavra pilantra, associada a cifrões que, tentei muito, mas não consegui entender, passando por um desespero inexplicável por terem sido preteridos em função do Flamengo, culminando com um desrespeito ao ser humano que, claro, só se pode esperar de uma torcida meio argentina, metida a besta, com ares de superior, que, a mim, só lembra derrota, segunda divisão e violência. Ora, meus caros, quem, no mundo, em sã consciência, iria preferir o esquecimento e o ostracismo associado a jogar no Grêmio, à glória, visibilidade e sucesso garantido proporcionados pelo Flamengo?

Esse movimento todo só teria uma chance de ser algo positivo: se fosse espontâneo. Mas os infelizes torcedores dessa agremiação menor, que é chamada desde todos os tempos pelo nome errado, nem sequer se deram conta de que foram a massa de manobra de uma campanha ilegítima e sem causa. Não sei se pra promover o jogo, pra que alguns publicitários pudessem aparecer ou se para encobrir a incompetência de sua diretoria na não repatriação do maior ídolo de sua história, mas essa parada foi orquestrada, sim, por meia dúzia de bobos-alegres, que não merecem muito mais do meu tempo.

Esse espaço é pra falar do Flamengo e não de outro time ou torcidinha menor. Só pra lembrar, ao final da 32ª rodada em 2009, estávamos a 6 pontos do líder Palmeiras, que nem pra Libertadores foi naquele ano. Pensem nisso!

Flamengo até morrer!

cornetada vitoriana nº 148: já se pode pensar em hepta

Curtinho o post, só pra não passar em branco aquilo que eu espero que perdure até dia 4 de dezembro, no mínimo. Invencibilidade? Não, não estou falando disso. Fala da manutenção da liderança. Sim, porque, na minha opinião, chegamos cedo demais ao topo. Se manter alí, como o prego que se destaca, e toma mais martelada, é complicado. Temos time, mas ser o Flamengo, como todo o mundo já sabe, é mais complicado ainda. Sendo o líder, então…

Parabéns ao Jael, pelo belo gol, e pelos bons 6 minutos em campo. Se continuar assim, tem futuro garantido no futebol de nível. Mas parabéns mesmo ao Ronaldinho, pela jogada, que ele começou matando errado, e pelo lançamento na cabeça do cara.

Flamengo até morrer!

cornetada vitoriana nº 147: deivid?

Flamengo que é Flamengo invade as trincheiras da desgracenta rafameia adversária e põe por terra tabus injustos. Ainda mais esse, que tem uma característica vencedora mais aflorada que o normal. Não sei porque tenho uma tendência a ter um respeito desmedido por algumas equipes. Nesse campeonato que tem tudo pra ser nosso, coincidentemente, os 3 times historicamente chatos pra gente foram enfrentados e sumariamente degolados em seguidinha. Santos, Grêmio e Cruzeiro tomaram o que merecem todo ano: taca!

Não quero ficar falando de jogadores tais e do jogo em si. Mas vou destacar uma curiosidade atual: o time não levou gol com o Airton em campo ainda. O que dá uma chance de o pobre Coritiba fazer um de honra no sábado, já que o vaca-brava mor não joga por suspensão. Ah, e não dá pra não falar de como o Thiago Neves jogou ontem, né? Pronto, falei.

Como já adiantado, sábado tem o picolé de limão Coritiba em casa. É a boa chance de alcançarmos a liderança, já que jogamos em casa e o líder joga fora. Não sei se isso é bom ou ruim, mas vamo que vamo! Ganhando, seria a 4ª vitória seguida e a 8ª nos últimos 10 jogos. Scout de campeão, hein! Mas acho melhor calçar as sandálias franciscanas, e ir na boa. Ninguém quer ser o time a ser batido. Imagina o que teremos que jogar pra superar adversários que virão babando pra ganhar do Manto, do virtual favorito para o campeonato, do time do R10, do TN7, do único invicto, do que menos perdeu no ano?

Como negunho é tão desocupado quanto invejoso, né? A cachorrada vascainense adotou um discurso com relação ao Flamengo no mínimo imbecil. Estão dizendo que bons são eles pois ganharam do Santos com tranquilidade, sem tomar gols, e com dois de diferença. Bom, primeiro disparate: não dá pra comparar Vasdagrama com o Flamengo em nada, sob nenhum ponto de vista, em nada mesmo. Segundo: ganhamos do Santos fora de casa. Terceiro: foi o melhor jogo do ano. Quarto: foi a colocação do Vasco no carioqueta desse ano, ah, ah.

O cara tem jogado bem, escuta o que estou dizendo...

Nada, nada, o Deivid tem dois gols a menos que o Ronaldinho, artilheiro do Fla no ano. E não é que vem jogando bem?

Na minha projeção, Flamengo é campeão com a vitória de ontem, Atl/GO, Figueirense, Atl/PR e América caem. Corinthians, SP e Cruzeiro vão pra Liberta.

Flamengo até morrer!

cornetada vitoriana nº 145: flamengo é flamengo e vice-versa

Deivid abre a mão e antecipa o resultado

Essa Cornetada vai sair half mouth porque não estou com a menor paciência pra escrever. O que me causa estranheza, já que estou mega empolgadão com o assunto sobre o qual discorro nessas singelas linhas. Mas, como a discussão aqui não é minha motivação ou dom para escrever, vamos logo ao que interessa, mesmo meio forçadaço. Que Flamengo! Hein? Fala aí, você, Rubro-Negro, não tá amarradão na ideia de ser Flamengo desde o início dos tempos? E você, arcoirista, se é que algum perde seu tempo entrando aqui, não teve, mais uma vez, vontade de fechar com o certo e ostentar as vestes mais lindas do mundo? Não tá meio arrependido de não ser flamenguista nessas horas? Cara, não teve pra santista, Neymar, juiz ou Muricy. Catequizamos os meninos da Vila lá, em plena peixelãndia. Demos olé, e a torcida, mega barulhenta, regeu a orquestra em campo, como se no Maraca estivessem. Vimos uma jóia promissora fazer o melhor primeiro tempo de um jogador flamengo no ano. E vimos o Mais Querido sair triunfal de campo, num jogo em que as bancas de aposta de Londres tavam pagando muito por isso.

O Flamengo foi muito Flamengo ontem. Se temos nossos problemas, como zaga e num-sei-que-lá, temos várias outras soluções. Só é legal lembrar que, contra Arouca, Ibson, Elano, Ganso, Neymar e Borges, nenhuma zaga é forte o suficiente. Não é preciso ser muito ruim pra tomar 4 gols desses caras. Mas tem que ser muito bom pra empatar depois de tomar 3 piabas. E tem que ser ótimo pra fazer 5. O Flamengo provou que tem time, tem estrela, tem técnico – que pisou na bola contra porcos e siará, é verdade – tem raça e, sobretudo, provou que não é só um monte de jogadores estrelinhas.

Personagens do jogo – Neymar: joga muito, mas muito mesmo. Não tem medo de errar, passa rodo geral, tira onda em muita jogada, mas é efetivo e usa o que sabe como recurso. Se não fosse tão malandrão, seria melhor ainda. Elano: é nosso. Willians: parou o Neymar, o único que não disputou a Copa América a conseguir a proesa. Luiz Antônio: nosso menino mandou mega no primeiro tempo, e virou preocupação ao sair. Duro tirá-lo do time. Felipe: pegou penal parado e ainda fez 10 embaixadinhas na cara do craque da selecinha. Coisa de Rubro-Negro. Ronaldinho: fez 3.

Temos Grêmio no sábado. Ainda não tão falando muito sobre isso, mas o artilheiro do campeonato, que joga no time com o melhor ataque, apesar de precisar de atacante, pega o time que o revelou, o fraco Grêmio, em casa. É jogo pra ganhar, atropelar, destruir, humilhar. Vai fazer gol? Vai comemorar? Nem precisa, basta jogar 1/3 do que jogou ontem.

Bom, vamos, agora, esperar pela próxima crise, que já se avizinha. Os motivos devem ser os de sempre. Empata demais, não perde nunca, joga contra ninguém, teima em ficar no G4. Bom, que venha a crise então!

Flamengo até morrer!

cornetada vitoriana nº 142: dessa vez, nem precisou de frango

Botinelli veio do banco pra ajudar a corrigir a injustiça do placar

Depois de um tenebroso inverno de 3 partidas sem acompanhar o Flamengo, já estava quase desacostumado, o que é inconcebível para um torcedor da minha estirpe. E qual não foi a minha alegria ao poder ver ao vivo o Mengão logo contra os segundos penta? Flamengo X São Paulo é sempre jogão, não importa a fase pela qual os dois estão passando. E ontem não podia ser diferente. Olha, os bichos não seriam páreo para o Flamengo arrasador que vinha de duas vitórias significativas e doutrinadoras. Mas não precisava ser um massacre, no qual até a nossa defesa temerária jogou o fino. Como sempre digo, não entendo de futebol, mas foi difícil achar quem não jogou bem ontem. O Magro de Aço achou uma vaga, na minha opinião, no lugar do cara errado. O Welinton não comprometeu ontem, mas acho que tem lugar pro David Brás nesse time. Falando nisso, seu xará, enquanto esteve em campo, segurou legal, mas ainda faltou alguma coisa. O mesmo digo do Thiago Neves. Não que tenha ido mal, mas se espera mais do cara, que joga muito. Parece, e quero estar bem errado nisto, que, se o Ronaldinho manda bem, o Thiago não aparece. E, ontem, o cara confirmou a fase que 11 entre 10 analistas especializados propagam aos 4 ventos: tá jogando mesmo. E deve jogar ainda mais. Léo Moura jogou o que sabe, e coitado do pobre do Juan. E a estreia do Aírton foi dentro das expectativas. Talvez a defesa tenha ido bem por isso. Ah, por fim, o Negueba. Nunca vi o cara fazer o que dizem que faz, mas o fato é que o time melhorou ainda mais com ele. E a jogadinha do gol teve sua participação. Cool!

Domingo é Fla X Flu. Uma vitória pode nos colocar de vez no G4. Liderança ainda não, já que temos menos vitórias que o Gambá. Mas parece ser uma questão de tempo…

Flamengo até morrer!