Tag Archives: Vagner Love

Cornetada Vitoriana nº 165: Então…

Tsc, tsc!

Difícil até começar a escrever. Assunto é o que não falta, é certo. E não é por vergonha, porque Flamengo é Flamengo e nunca, em tempo algum, vai ser motivo de vergonha pra massa bem-vestida e simpaticona. Mas é claro que a invencibilidade carioca iria ser quebrada de algum jeito, seja contra um time ligeiramente melhor, caso do Vasco, seja pra um time que já andou se misturando com a infelicidade da Segunda Divisão, caso do Vasco, seja por obra da arbitragem, caso do Vasco, seja por força de duas jogadas bizarras que resultaram em espalmadas estranhas mas explicáveis, caso do Vasco, seja por orelhada de algum de nossos mulambos, caso do Vasco.

O jogo de ontem, jogaço por sinal que, claro, tinha que ter o Flamengo como um dos protagonistas, foi mega estranho, por umas razões mega estranhas. Começamos com 1 a 0, numa jogadaça do Love e um chute sinistro, redundantemente de canhota. Poderia ser o prenúncio de uma goleada, mas não tivemos competência em liderar o placar e fazer o Vasquinho sentir o golpe. Ao contrário, parece que, ao ceder o empate logo, cedemos também o ímpeto de ganhar da rafameia da camisa feiona. E mais ainda quando nosso Deivid perdeu um gol absurdo. O problema é que esse tipo de presepada, que acontece a toda hora no futebol, ganha muitas dimensões inesperadas no Flamengo. É possível que o Deivid seja marcado por esse lance mais que o Palermo pelos três pênaltis perdidos em um só jogo. Bom, voltando aos estranhamentos, mesmo jogando contra um time melhor, mantivemos a posse da bola, mas não fomos lá muito efetivos. O que foi lamentável, já que, por isso, demos a chance de fazer valer o grito que a torcida mal-vestida insiste em acreditar ser verdade: o do time da virada. Depois disso, atacamos desordenadamente e o Vasco jogou como time pequeno, claro, se fechando e esperando o tempo passar.

Bem, vamos deixar pênaltis não marcados, impedimentos mal assinalados e um monte de inversões de faltas e até de saídas de bola de lado, já que Flamengo que é Flamengo não se mete nesse troço de arbitragem. Mas é legal fazer a arco-íris lembrar que todos os times, todos, sofrem com juízes ruins ou, e por que não dizer, desonestos.

Pra terminar, gostei do jogo de ontem. Não pelo resultado, claro, mas por ver que o Flamengo joga quando quer jogar. Ontem quisemos, apesar do Ronaldinho e sua preguiça, do Love e sua falta de ritmo e da defesa e sua falta de tudo.

Flamengo até morrer!

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Cornetada Vitoriana nº 164: Quarta-feira de Cinzas é dia de comer bacalhau

Muito apropriado para quarta-feira

Segundo check point do ano alcançado, o Flamengo fez a sua obrigação e terminou a TG sem perder nenhum jogo. Pode parecer um tanto vergonhoso não passar o rodo geral e fazer 100% em cima dos pequenos cariocas, mas não se pode esquecer que somos adolescentes enquanto os demais já estão formados e que jogamos boa parte desses 7 jogos com um expressinho, tivemos 4 técnicos diferentes e, se me recordo bem, jamais repetimos uma escalação. Por outro lado, é melhor deixar essas comemorações inúteis pra quem só pode fazer isso mesmo. O importante é a classificação, ainda que no apagar das luzes.

O Flamengo aparece nesses últimos jogos com outra cara, mais joeliana. Pegando o jogo de ontem como um bom exemplo, o time parece querer começar a ter um certo padrão. Haja visto o bom jogo feito por Lord Willians, Airton, Léo e, pasmem, até o Ronaldinho Gaúcho. E a presença do Vagner Love, acho, nem tem tanto a ver com isso, já que vale o esforço, mas o cara ainda está se adaptando e não é nem sombra do VL de 2010. Gostei mesmo de ontem, principalmente do segundo tempo. Mas não entendo nada de futebol e posso estar redondamente enganado.

Bem, quarta-feira de cinzas pegamos nosso Vice preferido. Segundo pesquisas inúteis, a torcida do time da camisa horrorosa queria pegar o Flamengo na semifinal mesmo. É mais que justo e explicável, já que vascaíno que se preza não vai querer passar recibo e ser vice pra gente, né? O que é uma pena, porque esvazia um pouco as resenhas no bar, as gozações com a cara dos buxas e o folclore ludopecístico popular. Mas tá valendo, eliminar o Vasco, em qualquer situação é sempre um prazer e atender aos clientes antigos é nossa especialidade.

Vamos passar o rodo geral então. O que me leva a pensar que deve ter muito viceíno com medinho antecipado aí. Mas é no sapatinho, no melhor estilo papai Joel.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 162: Ano novo, nada novo

Papai Joel chegou, não ganhamos de times menores no Brasileirão, o Deivid não recebe seus atrasados, a presidente e o Hélio Ferraz brigaram de novo, a classificação para a semifinal da TG só depende da gente, estamos invictos no Cariocão, o Williians foi expulso de novo contra a carne assada chorafoguense, Vagner Love voltou pra resolver. Ou seja, nada novo no Mengão nesse início de temporada. E, por isso, nada pra falar.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 160: O sol e a peneira

O círculo em primeiro plano é a figura geométrica que representa a defesa Rubro-Negra

Realmente, não há muito o que dizer sobre o Flamengo das alturas bolivarianas do dia de ontem. Atuação pífia, apática, modorrenta. Apesar do esforço, que era notório de uns 3 ou 4, o resto dos mulambos não tinha muita ideia do que fazia em campo contra um time de várzea uniformizado. O Real Potossíntese é ruim de dar dó. E o Flamengo conseguiu ser pior. 2 a 1, ainda bem, ufa, saravá, foi ótimo, pra todo mundo. Mas a depender da grosseria da nossa zaga, da nulidade na marcação de nossos meias e laterais e da falta de time de futebol com técnico, a classificação para o resto da Liberta 2012 está comprometida. Individualmente, o Mais Querido é muito superior. Mas o Profexor tá dando mole demais. Vai saber o porquê, mas um time que passou o ano todo junto e mais 20 dias treinando não pode ser tão desentrosado e mal escalado como o Flamengo A.

De bom, temos a definição da novela de amor protagonizada pelo mocinho Vagner Love. Se for o de 2010, estou achando óitmo! Bem-vindo, guerreiro!

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 104: Primeiro golaço do Zicão!

O que dizer sobre a tão inesperada quanto bem-vinda vitória do Mengão sobre o verdinho paulista lá em plagas porcolandenses? Nada. Ou melhor, vamos tirar o dedo do nariz e deixar a preguiça de lado. Temos um pouco a falar, sim. Que jogo horroroso! É bem verdade que o gol do Lovers a 2 minutos do final, depois de uma jogada que começou com uma falta, redundando naquilo que o Palmeiras faz de melhor (levantar bola na cabeça do zagueiro adversário e entregar o contra-ataque), lavou a alma. Aliás, essa jogada, desde a saída de bola, de pé em pé da defesa até a área verde, a passagem do Lovers por meia zaga, a colocação de mais 3 ou 4 jogadores dentro área e o chute certeiro no canto direito do Marcão, poderia virar benchmarking de contra-ataque. Deveria entrar para os manuais de prática de futebol. O jogo foi ruim mas foi bom…

Minha opinião sobre a contratação do Zicão como Diretor-Executivo de futebol do Flamengo: boa para o Flamengo, ruim para o próprio Zico. Quero dizer que o cara precisará de muito apoio, dinheiro (que só sua presença deve trazer), vontade e, sobretudo, comprometimento dos demais membros da diretoria, do Conselho Administrativo, das milhares de correntes políticas da Gávea, de jogadores, atletas e funcionários e, até, de nós, torcedores. O Zico só não pode deixar de ser o nosso deus vivo, fazendo ou não um bom trabalho. Isso só depende da gente…

Com o resultado de ontem, só dependemos de uma vitória sobre o pequeninho goiasim do técnico Clodovil para ficarmos um mês inteiro no G4. Inspirador!

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 101: Não deu

Mas também o mundo não vai acabar. Caímos em pé, lutamos até o fim, nadamos e morremos na praia. Toda sorte de eufemismos e lugares comuns do mundo não vai explicar a eliminação e nem consolar a Magnética. Mas dá a entender o que foi nossa participação na Libertadores 2010. O Flamengo foi Flamengo e saiu antes do que impõe sua tradição da competição continental. Foi Flamengo no semi-maracanaço da semana passada, ocasião na qual só entrou em campo depois de 25 minutos de jogo corrido. E foi Flamengo anteontem, no jogo em Santiago, quando arrebentamos e deixamos o campo com a sensação de que a vaga nas semi contra o time com nome de whisky da terra tequila era muito possível. Calamos a boca dos babacas da imprensa chilena e do fanfarrão do técnico do bom Universidad ao mostrar que o verdadeiro Império é aquele que jogou quinta-feira. Mas demos adeus à Liberta mais fácil de todos os tempos.

O tal do Montillo, o meia que fez o golaço que nos eliminou, foi oferecido ao Flamengo. Eu já sabia.

O departamento de futebol do Fla será definido esta semana. Os nomes, segundo a imprensa, parecem ser os mesmos de sempre. O resto do ano parece ser duro pra gente…

Sheik pode voltar. O Império do Amor parece estar-se desfazendo. Washington, do SP, aparece como plano B. Enquanto isso, seguimos sem um meia decente que jogue o jogo todo, e com a zaga manca. Flamengo, Flamengo…

Hoje começam as finais do NBB, com o Mengão por alí pelo 3º ano seguido. Desta vez, acho, não somos favoritos. E basquete não é futebol.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 90: O Fla só perde pra time pequeno

Nem o Mengão Doutrinador, time que perdeu 3 jogos nos últimos seis meses, descontando as férias, poderia ser capaz de sobreviver a jogos sem apelo como esse de ontem, contra o fraco La U. Não é desculpa para a derrota, mas temos jogado muito mal, ou melhor, temos jogado para o gasto os últimos jogos, mas temos ganhado nossos compromissos, que é o que importa. No entanto, era só uma questão de tempo jogar mal e perder. Não tínhamos saída de jogo, nosso ataque recuava demais e o Império, particularmente, jogou mal bagarai. Capítulo à parte para Bruno, The Wall. O muro ruiu ontem, meio que por excesso de segurança (?), meio que pelo oba-oba provocado pelos pênaltis do Dodôpado. Que frangaço horroroso! Mas o cara pega muito, ontem mesmo ele fechou o gol depois da falha bisonha. Continua sendo um dos melhores, senão o melhor em atividade no Brasil.

A classificação me parece muito bem encaminhada. Temos mais 3 jogos, sendo que o mais difícil é fora de casa, contra um time fácil. Ou seja, temos tudo para fazer os 9 pontos restantes e sairmos em 1º do grupo.

Domingo tem Foguinho. Se cuida, cachorrada.

Não vou falar sobre as confusões sociais do Love e do Impera. Isso é assunto pra coluna de fofoca, e não pra site dedicado ao Flamengo.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 88: Na raça e na… Catimba!

Mais uma vez, na base da raça e, agora, da malandragem, ganhamos um jogo que parecia ainda mais difícil. É bem verdade que os caraquenses não são lá essas coisas, não entendem muito bem do ludopécio. Mas o jogo ganhou ares de infelicidade rubro-negra com a expulsão do bocó Toró. De novo. Mas vamos ao jogo. Vagner Love rules!

No segundo tempo, eu mesmo marquei o tempo perdido com os dois atendimentos ao Bruno The Wall. Foram mais de 4, só com isso. Mais 2 com o bandeirinha e as pedradas que a arquibancada caraquina jogava no pobre. Isso sem contar as bolas paradas normais, substituições, etc. E o juiz só deu 3 minutos de acréscimo. Ficamos malandros com a competição ameriquense. Pena que foi tão pouco o acréscimo. Com mais tempo, golearíamos.

Cadê a chamada Crrrriiiiiiiseeee na Gávea?

Coitado do Vasdagama no domingo. O Impera vai pro jogo cheio de raiva, louco pra calar a boca de meio mundo.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 87: Abaixo a dungalização do Andrade!

Confesso que temi pelo pior em relação à promissora carreira do nosso promissor Andrade, o Tromba. Em como dominar a situação, falar a língua da mulambada, tirar o melhor de cada jogador e manter o Flamengo Flamengo, não temos nenhuma dúvida de que ele é bom. No entanto, juro que temia pelo processo de burocratização de nosso treinador campeão. Os jogos do Flamengo tinham-se tornado muito previsíveis, sendo superados em previsibilidade pelas escalações óbvias e pelas alterações café-com-leite de nosso comandante. Contra o Resende, acho que meus temores se dissolveram. Pela primeira vez, vimos o Menino Pacheco e o Pet em campo juntos, o que foi ótimo. O Andrade colocou outro meia no lugar de um cabeça de área, o Toró, que até fez bem feito enquanto ficou em campo. E ainda colocou um lateral no meio-campo. Achava, até então, que o cara era do tipo que pensa que zagueiro só substitui zagueiro, meia entra no lugar de meia e atacante só sai pra dar lugar a outro atacante, como certos treinadores de certas seleções brasileiras. Resultado: nó nas tripas dos pequenos resendenses e goleada convincente com boa apresentação.

Juan tá voltando? Não, não me refiro ao zagueiro da Selecinha, mas ao nosso bravo marrentinho lateral esquerdo. Jogou pacas no sábado, e tem dado várias assistências para gols. O Léo já está mostrando serviço a muito tempo. Flamengo com os laterais jogando bem, mais o Império do Amor é igual à invencibilidade na América. Resposta à pergunta inicial: sim!

O Bruno The Wall saiu em defesa do Adriano e asseclas no embróglio do suposto baile funk na semana passada, exigindo respeito. Vi uma crítica do Sr. Álvaro Oliveira Filho (Globo/CBN) dando conta de que, pra exigir respeito, tem que se dar ao respeito. Natural. Nada natural foram os exemplos dados pelos comentador. Lembro do episódio envolvendo o então auxiliar técnico Andrade e o recém-chegado goleiro. Ora, meu filho, o cara não sabia onde estava, e nem com quem estava lidando, ao desrespeitá-lo. Será que alguém que pensa iria mesmo achar que o goleiro titular há 3 anos e capitão de uma equipe qualquer não respeita seu chefe e continua em campo? Outro fato citado foi relativo às (será?) brigas entre os jogadores do Flamengo, tornando o ambiente de desunião e discórdia. Ora, o Flamengo é o maior clube do mundo, o que mais vende notícia, e até um zelador gripado vira manchete. E, infelizmente, não sabemos lidar com blindagens e factóides inventados ou mesmo verdadeiros divulgados pela imprensa. O que quero dizer é que todo time tem 25, 30 jogadores, e é impossível não haver arranca-rabo e tititi entre esses caras. Ocorre que, no Flamengo, essas coisas vazam e tomam uma proporção gigante. A melhor prova de que o ambiente é bom se vê nas comemorações dos (milhares de) gols que fazemos, ocasião em que 6, 7, 8 jogadores, mais alguns reservas, se abraçam e se cumprimentam. Ah, chega dessa bobagem…

Ainda sobre as falas do Bruno, o cara disse: “Qual de vocês aí que é casado que nunca brigou com a mulher, que nunca discutiu, que nunca ATÉ saiu na mão com uma mulher?” Isso é textual, foi exatamente isso o que ele disse. É bem diferente dizer que ele acha que é normal se bater em mulher, fazer apologia a isso ou afirmar que o jogador disse que bate em mulher, como se tem sido noticiado. Não tenho procuração pra defendê-lo, mas, a despeito de ele ter ido a público pedir desculpas pelo discurso, o que é mais uma satisfação para fechar o caso que uma assunção de culpa, esse é outro caso clássico de má interpretação, exagero e má fé da imprensa para com o Flamengo e seus atletas.

Mais uma vez atropelamos um pequeno e, graças à incompetência florminensista, assumimos a liderança, que era temporária para o tricoflor e é definitivamente nossa até o fim do turno.

Adriano tá vacilando. Vai ficar de fora da Copa desse jeito…

Saiu a tabela do Brasileirão 2010. O Mengão pega o SP, dia 9 de maio, no Maraca. Primeira vítima.

Flamengo até morrer!

Cornetada Vitoriana nº 86: Pro gasto

Goleamos o Macaé, fazendo mais até do que imaginava. De destaque, Menino Pacheco, tanto na meia quanto no ataque, Love, claro, e o estreante Ramon. Parece que o cara sabe jogar, é inteligente e participou do golaço que foi nosso terceiro gol. De ruim, o de sempre: defesa vacilante e preguiça monstro no primeiro tempo. Gostei do que vi.

Olha, o Manto Sagrado é o Manto Sagrado, mesmo papagaiado. Agora, manga preta pra destacar o laranja do novo patrocinador, como é o que parece que fizeram é duro. Claro que o meu já está reservado. Mas só por causa do escudeto de campeão brasileiro.

Flamengo até morrer!